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Quote image editor Isildinha Baptista Nogueira

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“Freud denomina “romance familiar do neurótico” o conjunto das representações ligadas a esse processo de afastamento em relação aos pais. Uma vez ultrapassada essa fase, o “romance familiar do neurótico” quase sempre é esquecido e raramente se constitui numa lembrança consciente, que pode ser revelada pela psicanálise. O romance familiar é produto de uma “atividade imaginativa estranhamente acentuada”, que é uma característica essencial dos neuróticos e de pessoas relativamente inteligentes. A atividade imaginativa que se ocupa das relações familiares aparece, na criança, nas brincadeiras até o período anterior à puberdade. Os devaneios, que são comuns até depois da puberdade, são um exemplo da atividade imaginativa. Esses devaneios correspondem a “realização de desejos e uma retificação da vida real”. Têm dois objetivos principais: um erótico e um ambicioso – embora o objetivo erótico esteja comumente oculto sob o último. Nesse período de grande atividade imaginativa, a criança se dedica a libertar-se dos pais, que já não ocupam mais um lugar de alta estima, e os substituir por outros, “em geral de uma posição social mais elevada”: “Nessa conexão ela lançará mão de quaisquer coincidências oportunas de sua experiência real, tal como quando trava conhecimento com o senhor da Casa Grande ou com o dono de alguma grande propriedade, se mora no campo, ou com algum membro da aristocracia, se mora na cidade.” — Isildinha Baptista Nogueira

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Freud denomina “romance familiar do neurótico” o conjunto das representações ligadas a esse processo de afastamento em relação aos pais. Uma vez ultrapassada essa fase, o “romance familiar do neurótico” quase sempre é esquecido e raramente se constitui numa lembrança consciente, que pode ser revelada pela psicanálise. O romance familiar é produto de uma “atividade imaginativa estranhamente acentuada”, que é uma característica essencial dos neuróticos e de pessoas relativamente inteligentes. A atividade imaginativa que se ocupa das relações familiares aparece, na criança, nas brincadeiras até o período anterior à puberdade. Os devaneios, que são comuns até depois da puberdade, são um exemplo da atividade imaginativa. Esses devaneios correspondem a “realização de desejos e uma retificação da vida real”. Têm dois objetivos principais: um erótico e um ambicioso – embora o objetivo erótico esteja comumente oculto sob o último. Nesse período de grande atividade imaginativa, a criança se dedica a libertar-se dos pais, que já não ocupam mais um lugar de alta estima, e os substituir por outros, “em geral de uma posição social mais elevada”: “Nessa conexão ela lançará mão de quaisquer coincidências oportunas de sua experiência real, tal como quando trava conhecimento com o senhor da Casa Grande ou com o dono de alguma grande propriedade, se mora no campo, ou com algum membro da aristocracia, se mora na cidade.
— Isildinha Baptista Nogueira