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Quote by Filipe Russo

“Ensaiando sobre multiverso e elevando a literatura à liberdade do infinitário eu ergui inventos graciosos para fazer sombra sob a qual cessar de ser.”

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Work

Caro Jovem Adulto

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Author

Filipe Russo

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“O ressentimento contra a felicidade alheia é o maior atestado de infelicidade própria que alguém pode dar a si mesmo. Todo fundamentalista, por adiar a felicidade para o além-mundo, se ressente da felicidade dos outros. Por isso, ele abana as chamas de seu próprio inferno para cima daqueles que, ignorando seu esforço para estragar tudo, constroem sua felicidade aqui e agora da melhor maneira possível.” (Livro "No Caminho do Arco-Íris - Editora Metanoia)”

“A liberdade – difícil e trágica liberdade – já não é mais o espaço de que o individuo necessita para praticar a aquisição da dignidade humana; é antes a perda dessa dignidade a favor da idolatria do ideal animal: tudo é permitido. O significado é desconhecido, o sentimento é substituído pelo objectivo. Experiências ‹‹divertidas›› e ‹‹saborosas›› substituem o conhecimento do bem e do mal. Porque o eterno não existe, tudo tem de ser agora, novo e rápido. Ninguém pode ser mais sábio, portanto todos têm razão. Todos são o mesmo, portanto o que é difícil é antidemocrático. A arte transforma-se em entretenimento, e a fama das coisas ou das gentes é importante. A declaração de Gracián de que o peso material determina o valor do ouro mas o peso moral determina o valor humano é posta às avessas (..) O que é bom para o ouro, é bom para ti. Portanto comercializa-te! Adapta-te (...) é este niilismo da sociedade de massas que, como um cancro, ataca a civilização, o tecido conectivo da ordem social, e o destrói. O que resta sem esse tecido é uma quantidade ilimitada e indivíduos separados que no fim procuram destruir-se uns aos outros porque já não estão unidos por um valor universal mas seduzidos pela ideia de ‹‹eu sou livre, portanto tudo é permitido››”

“Mas não, o que verdadeiramente me exasperava era saber que nunca mais voltaria a estar tão preta da minha liberdade quanto estive naquela época em que me sentia encurralado pelo mundo-Maga, e que a ansiedade que tinha de libertar-me era meramente uma confissão da derrota. Doía-me reconhecer que não era por meio de uma surra sintética, de maniqueísmos ou de estúpidas dicotomias ressequidas que conseguia abrir caminho pelas escadas de Gare de Montparnasse, para as quais me arrastava Maga sempre que desejava visitar Rocamadour.”