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Quote by Valter Hugo Mãe

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O Remorso de Baltazar Serapião

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Author

Valter Hugo Mãe

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“Sagres é o cabo do mundo. Levo os pés magoados de caminhar sobre pedregulhos azulados, num carreirinho, por entre lava atormentada. Do passado restam cacos, o presente é uma coisa fora da realidade, grande extensão deserta e encapelada, com pedraria a aflorar entre tufos lutuosos; vasto ossário abandonado onde as pedras são caveiras, as ervas cardos negros e os tojos só espinhos e algumas folhas de zinco. O mar - é verdade, esquecia-o - mas o mar como imensidade e tragédia, e ao lado a gigantesca ponta de São Vicentte, só negrume e sombra. Mar e céu, céu e mar, terra reduzida a torresmos, e o sentimento do ilimitado. Esta grandeza esmaga-me. Grande sítio para ser devorado por uma ideia! Isto devia chamar-se Sagres ou a ideia fixa... Só agora entrevejo o vulto do Infante. Cerca-o e aperta-o a solidão de ferro. Pedra e mar - torna-se de pedra. Está só no mundo e contrariado por todos. Obstina-se durante doze anos! contra o clamor geral. - Perdição! Perdição! - agoura toda a gente, e Ele não ouve os gritos da plebe ou a murmuração das pessoas «de mais qualidade» (Barros). Aqui não se ouve nada... Nem um sinal de assentimento encontra. Não importa, Só e o sonho, na gigantesca penedia que com dois dedos inexoráveis aponta o caminho marítimo para as Índias pela direcção da ponta de Sagres, e a descoberta do Brasil pela direcção da ponta de São Vicente. Lágrimas, orfandades, mortes... Mas o homem de pedra está diante deste infinito amargo e só vê o sonho que o devora. Rodeia-o a imensidão. Os mais príncipes contentam-se «com a terra que ora temos, a qual Deus deu por termo e habitação dos homens». Este Príncipe não. Este Príncipe pertence a outra raça e a outra categoria de homens. Não lhe basta um grande sonho - há-de por força realizá-lo e «levar os Portugueses a povoar terras ermas por tantos perigos de mar, de fome e de sede». Não é egoísmo, mas só vive para o pensamento que se apoderou de todo o seu ser. Um pensamento e o ermo. E este é óptimo para forjar uma alma à luz do céu ou do inferno. Os dias neste sítio magnético pesam como chumbo. Uma pobre mulher do povo dizia-me ontem: —Isto aqui é tão nu e tão só que a gente ou se agarra a um trabalho e não o larga, ou morre. É a realidade que nos mata. Este panorama é na verdade trágico. Não cessa dia e noite o lamento eterno da ventania e das águas. E os cabos, que são de ferro e escorrem sangue, obstinam-se em apontar o seu destino de dor a esta terra de pescadores.”

“É preciso amar o seu coração, Lisa, assim como a pessoa que você é. Somente depois disso você será capaz de entregá-lo a alguém. O amor, assim como todas as coisas mais importantes desse mundo, requer cuidado. Jamais entregue a sua felicidade nas mãos de alguém que não saberá aproveitá-la. A resposta está onde os olhos recusam a ver, mas você – Disse Lucien, tocando a mão de Lisa. –, somente você, saberá onde encontrá-la. – Explicou. – Em meu reino, na maioria das vezes ela está na lua ou no sol, na magia que reverbera pelo nosso corpo. No seu reino, acredito eu, ela está nas estrelas.”

“The Telephone When I was just as far as I could walk From here today There was an hour All still When leaning with my head against a flower I heard you talk. Don't say I didn't for I heard you say You spoke from that flower on the window sill- Do you remember what it was you said ' 'First tell me what it was you thought you heard.' 'Having found the flower and driven a bee away I leaned my head And holding by the stalk I listened and I thought I caught the word What was it Did you call me by my name Or did you say Someone said "Come" I heard it as I bowed.' 'I may have thought as much but not aloud.' Well so I came.”