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“O medo é o oroboro, a serpente que come a própria cauda. Cada acção ou pensamento tocado por este mecanismo autotrófico o alimenta e enraíza dentro de nós. Incapacitante, destrutivo, progenitor de almas consumidas e privadas de desígnio ou direcção, propensas a um dia darem um passeio nocturno até ao fim de um qualquer cais de madeira, onde a água é fria e funda.” — Pedro Lucas Martins
O medo é o oroboro, a serpente que come a própria cauda. Cada acção ou pensamento tocado por este mecanismo autotrófico o alimenta e enraíza dentro de nós. Incapacitante, destrutivo, progenitor de almas consumidas e privadas de desígnio ou direcção, propensas a um dia darem um passeio nocturno até ao fim de um qualquer cais de madeira, onde a água é fria e funda.