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“Resta o entendimento de que o contato com o vampiro potencialmente acarreta um contaminar-se por perniciosa moléstia simultaneamente do corpo e da alma: o contágio não é apenas uma infecção, é também maldição, um contrair impurezas. Essa construção perpassa até mesmo o nível linguístico; entre as acepções etimológicas comumente atribuídas ao vocábulo “nosferatu”, que Stoker apenas popularizou ao se referir ao seu vampiro icônico, estariam “o impuro”, ou também, “aquele que carrega doenças”.” — Thiago Sardenberg
Resta o entendimento de que o contato com o vampiro potencialmente acarreta um contaminar-se por perniciosa moléstia simultaneamente do corpo e da alma: o contágio não é apenas uma infecção, é também maldição, um contrair impurezas.
Essa construção perpassa até mesmo o nível linguístico; entre as acepções etimológicas comumente atribuídas ao vocábulo “nosferatu”, que Stoker apenas popularizou ao se referir ao seu vampiro icônico, estariam “o impuro”, ou também, “aquele que carrega doenças”.