Quotessence
Home / Quotes / Quote by José Rodrigues dos Santos

Quote by José Rodrigues dos Santos

“É um predestinado, um homem tocado pelo destino que irá salvar a Alemanha e conduzi-la à vitória da luz sobre a treva. Repare só na maneira como Herr Hitler fala. Dá a sensação de estar em transe, de que é um medium e o espírito da Alemanha se revela pela sua voz. O Führer é a boca dos deuses, um instrumento da vontade divina, um clarividente guiado por uma força natural, um homem transcendente. Domina o poder mágico da palavra falada, é um magus a executar um encantamento, um arauto da salvação. Não é um político, é um profeta. Um profeta! O sumo sacerdote da nação! Ninguém exprime a alma da Alemanha como ele. É a voz que vem da noite dos tempos, a voz que nos traz Wotanm que nos traz Thor! Os seus discursos são feitiçaria em massa, um poema gótico transformado em ato político.”

Quote by José Rodrigues dos Santos

Work

O Mágico de Auschwitz

Browse quotes and source details for this work. more

Author

José Rodrigues dos Santos

Browse famous quotes and profile details for José Rodrigues dos Santos. more

You May Also Like

“(...) justamente porque o Campo é uma grande engrenagem para nos transformar em animais, não devemos nos transformar em animais; até num lugar como este, pode-se sobreviver, para relatar a verdade, para dar nosso depoimento; e, para viver, é essencial esforçar-nos por salvar ao menos a estrutura, a forma da civilização. Sim, somos escravos, despojados de qualquer direito, expostos a qualquer injúria, destinados a uma morte quase certa, mas ainda nos resta uma opção. Devemos nos esforçar por defendê-la a todo custo, justamente porque é a última: a opção de recusar nosso consentimento. Portanto, devemos nos lavar, sim; ainda que sem sabão, com essa água suja e usando o casaco como toalha. Devemos engraxar os sapatos, não porque assim reza o regulamento, e sim por dignidade e alinho. Devemos marchar eretos, sem arrastar os pés, não em homenagem à disciplina prussiana, e sim para continuarmos vivos, para não começarmos a morrer.”

“Seguramente, ésa es la gran victoria del campo sobre los prisioneros: unos están muertos y los que como yo consiguieron sobrevivir siempre guardarán un poso de suciedad en lo más profundo de sí mismos. Nunca podrán volver a mirar a los demás sin preguntarse si en el fondo de las miradas que cruzan no brilla el deseo de acosar, de torturar, de matar. Nos hemos convertido en eternas presas, en seres que, hagan lo que hagan, siempre verán el día que comienza como una larga prueba que hay que superar y la noche que cae con una curiosa sensación de alivio. Llevamos en nuestro interior el fermento de la decepción y la intranquilidad. Creo que nos hemos convertido, para el resto de nuestra vida, en la memoria de la humanidad destruida. Somos heridas que nunca se cerrarán.”