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Quote by Clara Averbuck

“Eu me alimentava de miojo e barras de cereal e sofria as dores de amor perdido, aquelas dores que mastigam uns pedaços da juventude e nos tornam pessoas adultas e duronas.”

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Clara Averbuck

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“Pelos arredores da Casa da Cultura existia um cinema pornô em que eu ia para dormir, porque o calor que fazia, na minha idade, sabe o calor, quando a minha tia me trazia do interior para um passeio, outro passeio, para o curso de datilografia, quando eu vim viver um tempo com ela, na Boa Vista, não tive medo de enfrentar os inferninhos refrigerados, a fila dos sertanejos em pé, atrás das poltronas manchadas, eu dormia, no começo, durante o filme, é verdade, mas deixava que repousassem em mim os paus dos mulatos, vendedores de roletes de cana, os camelôs de relógios, os baixinhos do córrego, hoje, juro, eu me sinto vingado, os cinemas, todos morreram, eu continuo vivo, e rio.”

“Segundo o modelo amoroso prevalecente nesses anos de minha juventude (e nada me faz pensar que as coisas tenham mudado significativamente), os jovens, depois de um período curto de vagabundagem sexual que corresponde à pré-adolescência, deviam se envolver, supostamente, em relações amorosas exclusivas, acompanhadas de uma monogamia estrita, em que entravam em cena atividades não só sexuais mas também sociais (saídas, fins de semana, férias). Essas relações não tinham, porém, nada de definitivo, mas deviam ser consideradas aprendizados da relação amorosa, de certa forma estágios (cuja prática se generalizava, aliás, no plano profissional como algo prévio ao primeiro emprego). Relações amorosas de duração variável (a duração de um ano que, por minha vez, eu mantinha podia ser considerada aceitável), em número variável (uma média de dez a vinte parecia razoável), deviam supostamente se suceder antes de resultar, como uma apoteose, na relação última, que teria, agora sim, caráter conjugal e definitivo, e levaria, pela geração de filhos, à constituição de uma família.” Trecho de: Houellebecq, Michel. “Submissão.”

“lo so di me quel che tu non sai di te stesso, onnipotente! C’è qualcosa di trascendente di là da te, o tu, chiaro spirito, per il quale tutta l’eternità è solo tempo, e tutta la creatità solo meccanica. Attraverso di te, il tuo fiammeggiante io, i miei occhi bruciati lo vedono confusamente. O tu, trovatello fuoco, tu eremita immemorabile, anche tu hai il tuo incomunicabile enigma, il tuo non condiviso dolore. Qui di nuovo, col mio superbo dolore, io riconosco il mio progenitore. Lanciati! Lanciati in alto, lambisci il cielo! Io mi lancio con te; io con te brucio; vorrei saldarmi con te, e sfidandoti, io ti adoro.”