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Quote by Mario Vargas Llosa

“La literatura quizá hace a los seres humanos más aptos para la infelicidad, porque despierta unos apetitos y deseos que no pueden cumplirse, pero enriquece la sensibilidad de las personas y las da una comprensión mayor del mundo. Los hace…sentir mucho más aptos para la libertad.”

Quote by Mario Vargas Llosa

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Mario Vargas Llosa
Mario Vargas Llosa

Mario Vargas Llosa, born on March 28, 1936, is a renowned writer from Peru. His works span various literary forms including novels, plays, and essays, and are known for their unique narrative techniques and profound insights into the social realities of Latin America. more

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“Quando aquela senhora que me lembrava minha tia disse que me conhecia, ela não estava dizendo que conhecia minha história de vida e minha família, que sabia onde eu morava, que escolas frequentei, os romances que escrevi e as dificuldades políticas que enfrentei. Nem que conhecia minha vida particular, meus hábitos pessoais ou minha natureza essencial e minha visão de mundo, que eu tentara expressar relacionando-as com minha cidade natal em meu livro Istambul. A velha senhora não estava confundindo a minha história com as histórias de minhas personagens fictícias. Ela parecia falar de algo mais profundo, mais íntimo, mais secreto, e senti que a entendia. O que permitiu que a tia perspicaz me conhecesse tão bem foram minhas próprias experiências sensoriais, que inconscientemente eu colocara em todos os meus livros, em todas as minhas personagens. Eu projetara minhas experiências em minhas personagens: como me sinto quando aspiro o cheiro da terra molhada de chuva, quando me embriago num restaurante barulhento, quando toco a dentadura de meu pai depois de sua morte, quando lamento estar apaixonado, quando eu consigo me safar quando conto uma mentirinha, quando aguardo na fila de uma repartição pública segurando um documento molhado de suor, quando observo as crianças jogando futebol na rua, quando corto o cabelo, quando vejo retratos de paxás e frutas pendurados nas bancas de Istambul, quando sou reprovado na prova de direção, quando fico triste depois que todo mundo deixou a praia no fim do verão, quando sou incapaz de me levantar e ir embora no final de uma longa visita a alguém apesar do adiantado da hora, quando desligo o falatório da TV na sala de espera do médico, quando encontro um velho amigo do serviço militar, quando há um súbito silêncio no meio de uma conversa interessante. Nunca me senti embaraçado quando meus leitores pensavam que as aventuras de meus heróis também haviam ocorrido comigo, porque eu sabia que isso não era verdade. Ademais, eu tinha o suporte de três séculos de teoria do romance e da ficção, que podia usar para me proteger dessas afirmações. E estava bem ciente de que a teoria do romance existia para defender e manter essa independência da imaginação em relação à realidade. No entanto, quando uma leitora inteligente me disse que sentira, nos detalhes do romance, a experiência da vida real que "os tornavam meus", eu me senti embaraçado como alguém que confessou coisas íntimas a respeito da própria alma, como alguém cujas confissões escritas foram lidas por outra pessoa.”

“Kammy could see the palace built into the cliff face. It was a majestic construction. Its white walls stretched up into a cluster of turrets and towers. Its façade was broken by gigantic windows that reflected a rainbow of colours. The palace was flanked by two waterfalls that filled the chasm running far below them; a chasm that was bridged by a staircase of monstrous size. But Kammy hardly noticed how far she would fall should her grip fail. The giant structure that speared out of the palace and up into the sky commanded all of her attention. It burned her eyes so she could hardly look at it, but at the same time she could not look away. It looked like a white diamond. Each of its countless edges sent off shards of brilliant light. It dwarfed anything that Kammy had ever known and she had never felt as alive as she did in that moment.”