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“No filme Amelia 2.0 , Amelia é trazida de volta à vida usando inteligência artificial [118] . O filme, uma ficção científica sobre inteligência artificial, possui duas provocações. O filme brinca com estudos que sugerem que será possível transmitir consciência para redes neurais artificiais (o chatGPT é feito de redes neurais artificiais). Ver meu livro “ Redes Neurais em termos simples (pensamento computacional): como aprendemos, pensamos e modelamos ”. Primeiro, um senador religioso faz de tudo para barrar o projeto, o que ocorre no momento com células-tronco. Ele usa argumentações religiosas, similar ao que fazem quando querem barrar algo como estudos em células-troncos e aborto. Para mim, esse filme serve como uma reflexão futurística, mas bem real. Quando a religião invade o campo da ciência, e quer servir como tutela da ciência, isso nunca funciona. A ciência tem mecanismos éticos próprios, e são constantemente revisados e atualizados. Esses mecanismos éticos são baseados em discussões, não em imposições estáticas e atemporais.” — Jorge Guerra Pires