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“Uma coisa era o papa Inocêncio III declarar a Magna Carta nula de pleno direito em 1215, porque violava a ordem divinamente instituída da hierarquia, e outra bem diferente o Vaticano, em seu instrumentum laboris para o sínodo europeu de 1999, igualar o pluralismo com o marxismo. É impossível reconciliar uma rejeição do pluralismo com um autêntico compromisso com a democracia, e permanece perigosa uma devoção católica à erradicação do pluralismo. A política interna da Igreja tem relevância aqui, porque o uso de anátemas, banimentos e excomunhões para impor uma disciplina intelectual rigidamente controlada na Igreja revela uma instituição que ainda tem contas a acertar com ideias básicas como a liberdade de consciência e a natureza dialética da investigação racional.” — James Carroll