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“O lócus que tradicionalmente habita o vampiro, essencialmente noturno, também perpassa o desconhecido: não tememos a escuridão apenas devido à falta de estímulos visuais que nos priva da percepção de possíveis ameaças, mas também porque ela dá vida e amplifica nossos próprios medos, concretizando no invisível aquilo que nos perturba no íntimo. Assim, se a noite é esse “espaço-tempo em que o terror se sente à vontade”, os terrores que nas sombras me alucinam poderão ser vastamente distintos dos teus, mesmo que juntos a desbravemos.” — Thiago Sardenberg
O lócus que tradicionalmente habita o vampiro, essencialmente noturno, também perpassa o desconhecido: não tememos a escuridão apenas devido à falta de estímulos visuais que nos priva da percepção de possíveis ameaças, mas também porque ela dá vida e amplifica nossos próprios medos, concretizando no invisível aquilo que nos perturba no íntimo.
Assim, se a noite é esse “espaço-tempo em que o terror se sente à vontade”, os terrores que nas sombras me alucinam poderão ser vastamente distintos dos teus, mesmo que juntos a desbravemos.