“Tempo Perdido. Perdi o tempo, em que me lembro lembranças renascendo um espírito dizendo, algo que não recordo. Do tempo em que acordo. Acabo e imploro por algo que está morrendo. Não é a sorte aparecendo, talvez a esperança adormecendo mais uma vez eu não lembro um dia que não acordo. Talvez, o sonho esteja me dizendo Hoje, não me surpreendo nada de mais acontecendo só mais uma alma morrendo o alarme espero, logo. Tempo perdido. Overdose, uma Superdosagem. Mais uma falta de vontade e toca o alarde da vida, a maquiagem. Escrevo essa passagem esta breve miragem Na busca por qualidade, na falta de verdade. Me falta sabedoria, o verso no instinto perverso, escrevo um acesso mais uma vez eu peço no meu mais novo retrocesso, busco acesso falta nexo sequer vejo reflexo, do espelho, a miragem. Da falta de vontade escrevo essa passagem na passageira viagem da vida que falta ser vivida deixo minha amiga mais uma vez, deixo a vida. e desisto solto no impulso remoto, do controle remoto destruí e confronto o eu e a vida. O Eu, que me falta. vejo que sou fraca me falta guarda letra verso conteúdo, desisto do mundo. Do bueiro, o ruído. falta amigo não faz nem sentido. O ser sequer faz sentido. O botão mudo vira amigo do silêncio. a luz dispenso a vida repenso neste mundo tão denso falta densidade, nunca tive nem verdade. Sequer sagacidade, nesse mundo de tanto alarde discordo dispenso desligo meu senso minha vida repenso aperto o botão de silêncio. O Epitáfio escrevo agora A hora chega, quase nova na falta de memória. a vela acende agora acendo minha folha, folheada. de memórias, fotos e tentativas. Sei que não foram significativas, mas foram minhas narrativas de uma tentativa de vida morta a visão pode ficar torta. Turva. Me acidento nessa curva, tentei ficar muda mas agora fico muda pra sempre. Em um instante de repente, Mais um animal no recipiente Uma miragem torna-se ausente em um breve momento, a água corrente caí mais uma goteira se esvai tentei seguir o meu pai Neste mar, o peso com o fundo se atrai. Desce. Minha alma até esquece. tentei rezar a prece mas nada demais acontece. A vida se despedaça. Esqueço até da cachaça, do entorpecente. Contínuo um ser doente, mas nada se desprende mais uma alma que se vende Porque que não basta viver pra sonhar. Sequer soube me transformar. tentei muito amar, mas não passou de tentar. A tentativa não construtiva, Tentei até ser artista. mas não passei de promíscua por buscar alguma verdade. No fundo, não passou de uma vontade. Mais uma simples miragem. Uma auto sabotagem em que não quis prosseguir, na verdade. Peço desculpas ao meu irmão, Juro que tentei de coração te encontrar um dia Quem sabe construir até uma família fiz tudo que eu podia foi uma tentativa incorreta mais uma verdade incerta que a vida desconecta e acaba o néctar e a abelha morre a esperança ou sorte se encolhe e acaba a dança da vida, por procurar uma amiga. ou uma família, sequer. Se esvai como fumaça pela chaminé.” Poema Author:Julia Krystallis