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“É comum que quando um dos parceiros comece um processo de análise ou de psicoterapia o outro se coloque avesso ao trabalho, como se tivesse ciúme do terapeuta, da analista ou mesmo de Freud. É frequente também certa ideia de que, quando um dos parceiros começa a análise, em seguida termina o namoro, o noivado, o casamento. Daí que a segunda enunciação explica a primeira. De certo modo, se o parceiro sente ciúme do analista, é porque sabe que ele mesmo não sairá ileso do processo – que, a princípio, nem é seu, mas passa a ser, em algum nível. Esse ciúme da análise do outro não é sem fundamento: quem faz análise se separa, sim. Mas se separa do quê? Essa é a questão. Às vezes, inclusive, é preciso se separar para continuar junto. Não se trata necessariamente de um rompimento ou de um divórcio, mas da separação de uma determinada maneira de se relacionar.” — Ana Suy