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Quote by Sara Omar

“Jeg kalder bogen for mit kampskrift. Idéen med den var at inspirere mine medsøstre til at frigøre sig. At få de kvinder og piger, som er undertrykte, til at kæmpe deres sag, bryde tavsheden og bryde ud af det liv, de bliver påtvunget allerede fra fødslen.”

Quote by Sara Omar

Work

Dødevaskeren

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Author

Sara Omar

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“Marcus tries to stay calm for the sake of his family. “I’m not asking. Step out of the damned car!” The officer is becoming unglued. “I’m getting out, damn you, but, here, let me just show you my—” “Don’t reach. Stop!” “I’m getting what you asked for, just going to show you my—” “Put your hands where I can see them!” The officer snarls. “Jesus H. Christ, officer. I’m not—” Thunderous shots ring out, and Marcus slumps away from the dash, back toward the driver’s seat.”

“A final depressing point about inequality and violence. As we've seen, a rat being shocked activates a stress response. But a rat being shocked who can then bite the hell out of another rat has less of a stress response. Likewise with baboons - if you are low ranking, a reliable way to reduce glucocorticoid secretion is to displace aggression onto those even lower in the pecking order. It's something similar here - despite the conservative nightmare of class warfare, of the poor rising up to slaughter the wealthy, when inequality fuels violence, it is mostly the poor preying on the poor.”

“Repensei no corpo em desordem da professora, no corpo desgovernado de Melina. Sem uma razão evidente, comecei a olhar com atenção para as mulheres ao longo da estrada. De repente me veio a impressão de ter vivido com uma espécie de limitação do olhar: como se só fosse capaz de focalizar nosso grupo de meninas, Ada, Gigliola, Carmela, Marisa, Pinuccia, Lila, a mim mesma, minhas colegas de escola, e jamais tivesse realmente notado o corpo de Melina, o de Giuseppina Peluso, o de Nunzia Cerullo, o de Maria Carracci. O único corpo de mulher que eu tinha examinado com crescente preocupação era a figura claudicante de minha mãe, e apenas por aquela imagem me sentira perseguida, ameaçada, temendo até agora que ela se impusesse de chofre à minha própria imagem. Naquela ocasião, ao contrário, vi nitidamente as mães da família do bairro velho. Eram nervosas, eram aquiescentes. Silenciavam de lábios cerrados e ombros curvos ou gritavam insultos terríveis aos filhos que as atormentavam. Arrastavam-se magérrimas, com as faces e os olhos encavados, ou com traseiros largos, tornozelos inchados, as sacolas de compra, os meninos pequenos que se agarravam às suas saias ou queriam ser levados no colo. E, meu Deus, tinham dez, no máximo vinte anos a mais do que eu. No entanto pareciam ter perdido os atributos femininos aos quais nós, jovens, dávamos tanta importância e que púnhamos em evidência com as roupas, com a maquiagem. Tinham sido consumidas pelo corpo dos maridos, dos pais, dos irmãos, aos quais acabavam sempre se assemelhando, ou pelo cansaço ou pela chegada da velhice, pela doença. Quando essa transformação começava? Com o trabalho doméstico? Com as gestações? Com os espancamentos? Lila se deformaria como Nunzia? De seu rosto delicado despontaria Fernando, seu andar elegante se transmutaria nas passadas abertas e braços afastados do tronco, de Rino? E também meu corpo, um dia, cairia em escombros, deixando emergir não só o de minha mãe, mas ainda o do pai? E tudo o que eu estava aprendendo na escola se dissolveria, o bairro tornaria a prevalecer, as cadências, os modos, tudo se confundiria numa lama escura, Anaximandro e meu pai, Fólgore e dom Achille, as valências e os pântanos, os aoristos, Hesíodo e a vulgariadade arrogante dos Solara, como de resto há milênios acontecia na cidade, sempre mais decomposta, sempre mais degradada?”