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Quote by Omar Delawar

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Omar Delawar

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“I should not be surprised," said Mr. Graham, "that the day should come when men will refuse to believe in God simply on the ground of the apparent injustice of things. They would argue that there might be either an omnipotent being who did not care, or a good being who could not help, but that there could not be a being both all good and omnipotent or else he would never have suffered things to be as they are.”

“The breath you claim as yours, Once stirred the dust of stars. The blood that runs your course, Flowed through forgotten winds. The soil you walk, remembers you, Not as an owner, but as its child. You are just the turning page, Of a universal, waking dream.”

“Em sua interpretação do budismo, Hegel opera, de maneira problemática, com conceitos onto-teo-lógicos como substância, essência, Deus, poder, soberania e criação, que são todos inadequados para o budismo. O nada budista é tudo, menos uma “substância”. Ele não é nem “em si essente” nem [algo que] “repousa e permanece em si mesmo”. Antes, ele é, por assim dizer, em si vazio. Ele não foge à determinação para se recolher em seu interior infinito. O nada budista não se deixa determinar como aquela “força substancial” que “rege o mundo e permite que tudo se origine e venha a ser segundo uma ordenação [Zusammenhang] racional”. O nada significa, antes, que nada domina. Ele não se exterioriza como um senhor. Dele não parte nenhuma “soberania”, nenhum “poder”. Buda não representa nada. Ele não encarna a substância infinita em uma singularização individual. Hegel emaranha de maneira inadmissível o nada budista em uma relação representacional e causal. O seu pensamento, que se dirige à “substância” e ao “sujeito”, não concebe apreender o nada budista.”

“O budismo não permite nenhum chamado de Deus. Ele não conhece nem a interioridade divina, na qual o chamado poderia se afundar, nem a interioridade humana, que careceria de um chamado. Ele é livre de toda pulsão pelo chamado. É estranho a ele aquele “impulso imediato”, aquela “nostalgia”, aquele “instinto do espírito” que demandaria a concreção ou a concentração de Deus “na figura de um ser humano efetivo” (a saber, Cristo). Na figura humana de Deus, o ser humano veria a si mesmo. Ele se sentiria em Deus. O budismo, em contrapartida, não é estruturado narcisisticamente.”

“A meditação zen é radicalmente diferente da meditação de Descartes, que, em sua orientação pela máxima da certeza, se salva da dúvida, como se sabe, por meio da ideia de “Eu” e de “Deus”. O mestre zen Dōgen comunicaria a Descartes que ele poderia continuar com a sua meditação, avançar ainda mais com a sua dúvida e aprofundá-la ainda mais, até chegar àquela grande dúvida, até ele mesmo se tornar essa grande dúvida que despedaça inteiramente tanto o “Eu” como a ideia de “Deus”. Tendo chegado a essa grande dúvida, Descartes teria, possivelmente, clamado de alegria: neque cogito neque sum [Nem penso nem existo]: “O lugar do não pensamento não pode ser medido por nenhum conhecimento, pois na esfera do verdadeiro ser-assim [Soseins] não há nem ‘Eu’ nem ‘outro”

“Também o pensamento de Heidegger abdica, como se sabe, de toda representação metafísica do fundamento no qual a pergunta pelo porquê chegaria à paz, de um fundamento de explicação [Erklärungsgrundes] ao qual se deveria remeter o ser de todo ente. Heidegger cita Silesius: “A rosa é sem porquê, ela floresce porque floresce”. Heidegger contrapõe esse sem-porquê ao “princípio de razão suficiente”: Nihil est sine ratione [nada é sem razão]. Certamente, não é fácil se demorar no sem razão ou habitar nele. Ter-se-á, afinal, que clamar por Deus? Heidegger cita novamente Silésio: “Um coração que por razão de Deus é silencioso como Ele quer, é de bom grado tocado por Ele: Ele é o seu instrumento”. Sem Deus, o coração permaneceria, então, sem “música”. Enquanto Deus não tocar, o mundo não soa. Precisa o mundo, então, de um Deus? O mundo do zen-budismo não é apenas sem “porquê”, mas também sem qualquer “música” divina. Também o haiku, caso se o escute mais atentamente, não é “musical”. Ele não tem nenhum desejo, é livre de todo clamor ou nostalgia. Assim, ele soa insípido. Essa insipidez intensiva constitui a sua profundidade.”

“A camada profunda do desejo de se fundir com Deus aponta para uma estrutura narcisista. Na unio mystica [união mística], o ser humano se deleita com Deus. Ele se vê em Deus, se alimenta, por assim dizer, dele. O zen-budismo é livre de toda autorreferencialidade narcisista. Não haveria nada com que eu poderia me “fundir”, nenhuma contraparte divina que espelharia o meu Si. Nenhum “Deus” restitui ou reembolsa o Si. Nenhuma economia do Si anima o coração vazio. O vazio do zen-budismo nega precisamente toda forma de retorno narcisista a si. Ele des-espelha o si.”