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Quote by Vitor Martins

“Quando penso em Arthur, eu fico feliz por alguns segundos até escutar uma voz dizendo que, com a família que eu tenho, eu não deveria estar tão feliz assim. Daí eu fico triste, mas escuto outra voz dizendo que nem tudo está perdido e que preciso aproveitar o momento de agora e, bem, ser feliz. E aí volta tudo de novo.”

Quote by Vitor Martins

Work

Um Milhão de Finais Felizes

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Author

Vitor Martins

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“Mas me chamavam na porta da rua! Batiam nela como se a quisessem derrubar! Não só chamavam: queriam entrar… Para que iriam querer entrar se não para me assassinar? E eu estava sozinha… Deveriam saber… sabiam perfeitamente, por isso tinham vindo… Eram ladrões, vinham saquear a casa, na mais benévola das hipóteses… Estava em minhas mãos impedir isso, mas minhas mãos eram tão fracas… Tremia feito gelatina, detrás da porta… Por que tinham me deixado sozinha? O que era tão importante para que eles tivessem que me abandonar? O pior é que… eram eles… Eram papai e mamãe os que estavam chamando na porta! Os dois monstros tinham assumido a forma de papai e mamãe… Não sei como os enxergava, suponho que pelo buraco da fechadura, que eu alcançava ficando na ponta dos pés… Eu me arrepiava dos pés à cabeça, me congelava… ao vê-los tão idênticos… tinham roubado seu rosto, a roupa, o cabelo... de papai muito pouco, porque era careca, mas os cachos ruivos de mamãe… Eram símiles perfeitos, sem erros… O trabalho que tiveram! Esses seres que não tinham forma, ou que não a revelavam para mim… esses simulacros… suas péssimas intenções… O espanto me gelava o sangue, não podia pensar…”

“Ele pré-aqueceu o forno elétrico por vinte minutos, que passou brincando no quintal com as cadelas. Uma era um pastor-belga; imagine um cão marrom; agora imagine que, num surto de raiva, um grafiteiro tenha-lhe despejado um jato de spray preto em todo o rosto e em todo o peitoral; e ainda continuado o trabalho esguichando um pouco nas costas e nas lombadas quando a tinta já estava acabando; esta era sua cachorra mais nova, linda e estranha, e astuta e alerta. Ele se identificava muito com ela. A outra era uma rottweiler branca e, portanto, cheia dos problemas de saúde que o cruzamento para se gerar um rottweiler dessa cor acaba provocando; seu sistema imunológico era debilitado, e seu comportamento, arredio e carente ao mesmo tempo; um olhar perdido, quase humano, como de uma donzela que carrega uma culpa que se arrasta de gerações e gerações passadas. Você não espera isso de um rottweiler, espera?”