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Medo Quotes

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Medo Quotes

“Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos. Fecha os olhos agora e sossega - o pior já passou há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão desvia os passos do medo. Dorme, meu amor -- a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste e pode levantar-se como um pássaro assim que adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra não hão-de derrubar-te -- eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos agora e sossega -- a porta está trancada; e os fantasmas da casa que o jardim devorou andam perdidos nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme, meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui, de guarda aos pesadelos - é noite é um poema que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.”

“Antes de pegar um cadeira aquela noite, ele se agarrou à jiboia contorcida de um tronco de sua jabuticabeira favorita, fincou os pés descalços no chão de terra [...] e ali rezou, pedindo a Deus, como através de um sistema de comunicação da Natureza, para que o livrasse do medo, do pânico, da angústia, dos pensamentos ruins, para que protegesse a ele, à sua família, a seu querido noivo e à sua respectiva família, e para que voltasse a sentir a vida fora da cadeia de seus pensamentos, que sentisse o todo, que se sentisse parte.”

“O lócus que tradicionalmente habita o vampiro, essencialmente noturno, também perpassa o desconhecido: não tememos a escuridão apenas devido à falta de estímulos visuais que nos priva da percepção de possíveis ameaças, mas também porque ela dá vida e amplifica nossos próprios medos, concretizando no invisível aquilo que nos perturba no íntimo. Assim, se a noite é esse “espaço-tempo em que o terror se sente à vontade”, os terrores que nas sombras me alucinam poderão ser vastamente distintos dos teus, mesmo que juntos a desbravemos.”

“Da até pra impressionar, mas chega de pressionar! Deixe os seus problemas pra depois ja que a gente sempre tem nós dois. Nao vale a pena se enfrentar, Nos de uma chance de tentar. Não vale se enfeitar do velho e achar que tudo é um espelho... De que vale se enfeiar com o que veio e reclamar no anseio do que ja foi feio? Sopra um sambinha... Ou um enredo! É só pra nos dois mesmo...que medo!”

“Quem tem medo de que algo vá acontecer e age de uma forma milimetricamente preparada para que tal não aconteça, verá a segurança ao seu redor, mas as surpresas a voar, com asas de ouro, do outro lado da gaiola, suficientemente perto para se saber que estão ali, mas apenas suficientemente longe para não se poderem tocar e agarrar.”

“O Medo degrada as pessoas, meu caro jovem. Se você mantiver a pressão, semanas, meses a fio, o Medo acaba por funcionar como uma doença. Ao princípio é apanas um incómodo persistente, como uma dor de dentes, como uma dor de cabeça, uma dor que se instala no espírito, e vai corroendo tudo. Pouco a pouco a pessoa começa a alterar o seu comportamento, começa a imaginar situações de perigo. Torna-se paranóica, perde o gosto pela vida e entra em depressão. Eventualmente mata-se.”

“Bem lá no íntimo não fazia ideia de como quebrar o medo que lhe tolhia os movimentos nos instantes de puro terror. Tinha consciência de que uma coisa era falar e outra executar, sabia que, nos momentos de aflição, as suas reacções eram imprevisíveis e incontroláveis, a emoção toma conta da mente e a animalidade sobrepõe-se à humanidade. Quantos homens passavam a vida a falar de heroísmo e a preparar-se para o grande teste e fraquejavam quando o momento chegava, enquanto outros, tímidos e calados, na hora das dificuldades tudo pareciam superar? O que era afinal a temeridade senão fingimento? O que era o heroísmo senão um acto resultante do medo social que se sobrepõe ao medo animal? E o que era a bravura senão um momento de pura loucura, um gesto insano feito para benefício alheio e prejuízo nosso?”

“Então o mundo parou, os olhos na janela toma a decisão certa, a decisão certa, o medo de falhar volta sempre, não é o medo de escolher a estrada errada, o mundo parou, os olhos na janela, as coisas, essas, correm sempre pelo pior, pelo pior, e o medo, o medo volta, volta sempre, sempre, tu e todas as coisas do mundo numa harmonia do erro e do cálculo falhado - o mundo parou. O teu corpo é fraco, é fraco, fraco, a tua mão desce dentro das cuecas e masturbas-te freneticamente, o medo, masturbas-te três quatro vezes seguidas, o medo volta sempre, sempre, sempre, e tens de tomar a decisão, a decisão certa, porque o mundo dá voltas e voltas e a certa alturas pára - tu não mandas nada, simplesmente, e uma vez mais, o mundo parou. Os teus olhos na janela, na janela da casa, onde um sol bem quente te perturba os pensamentos, ea tua boca a deitar fora as palavras, toma a decisão certa, a decisão certa, certa, com esse medo de falhar a cada esquina, com esse corpo a verter sémen nos lençóis e o medo, o medo, o medo, o medo, a fazer abrir-te muito os olhos, a janela, a fazer-te chorar um pouco, mas só um pouco, naquela incerteza de coisa a fazer - sim, porque tem de haver algo a fazer, não é? Então o mundo parou, parou outra vez, os olhos na janela, a decisão certa, certa.”