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Humanidade Quotes

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Humanidade Quotes

“O exemplo máximo do homem prático, porque reúne a extrema concentração da acção com a sua extrema importância, é a do estratégico. Toda a vida é guerra, e a batalha é, pois, a síntese da vida. Ora o estratégico é um homem que joga com vidas como o jogador de xadrez com peças do jogo. Que seria do estratégico se pensasse que cada lance do seu jogo põe noite em mil lares e mágoa em três mil corações? Que seria do mundo se fôssemos humanos? Se o homem sentisse deveras não haveria civilização. A arte serve de fuga para a sensibilidade que a acção teve que esquecer. A arte é a Gata Borralheira, que ficou em casa porque teve que ser.”

“era noites de em vigílias, assim fomos deambulando pelos musseques da cidade, Marçal, Sambila, Kazenga, Golfe, Katambor e nos musseques, era levar a revolução a todos os cantos que faziam no fundo o mesmo espaço, quer dizer, me explico, para nós os musseques eram um todo, o espaço único, por isso lutar no Sambila ou no Rangel era a mesma coisa, era lutar a mesma causa, os musseques eram afinal o musseque, a nossa terra sofrida, o nosso chão, a nossa vida partilhada, assim, quando um negro era assassinado no Kazenga eu lhe sentia no fundo de mim, eu me sentia morrer, tu sabes, Saiundo, o que é sentir a morte de um quem querido morrer em nós?, se morrer-se?, é difícil explicar o sentimento que se sente nessas ocasiões, o sentimento só existe se sentindo, explicar o sentimento não é o mesmo que senti-lo, só o sentir pode ser explicar tudo, assim, apesar de morar no Rangel, eu queria ser como Che, um combatente internacionalista dentro do espaço do musseque repartido em vários espaços onde que era preciso defender as populações da sanha assassina, lhes levar um pouco de conforto, compreendo a pergunta que queres fazer, como internacionalista, né?, o termo internacionalista talvez não seja o mais adequado porque a minha luta apesar de ser feitas em várias frentes era dentro do território nacional, da cidade de Luanda, mas o que eu queria dizer é que eu gostaria de ser um combatente vagueante como o Che, não vadio, vágil também não, mas vagueante, com rumo e objectivos bem definidos, quer dizer , um homem de as muitas terras, rios e margens, de muitas bandeiras e de uma só bandeira – a bandeira da humanidade –, um caminhante de muitos caminhos, um homem pronto a lutar por uma causa em qualquer chão, percebes?, meu amigo, das populações negras, o que eu recebi por esse esforço?, meu amigo tudo ou nada, quer dizer a recompensa moral, a fama e a glória de ser chamado de o comandante Quinito, eu mesmo, o mais maus de todos, o justiceiro, o defensor dos desprotegidos, quem que ajustava as contas com o ruim, o mais que mau, o qual trouxe respeito e consideração nos musseques”

“(...)conforme a literatura que vi e os embalos que vivi e abalos com os quais convivi. Engraçado como alguns livros e algumas pessoas aparecem na nossa vida em um momento preciso, quando precisamos exatamente daquele insight, daquele olhar diferente que eles nos passam e passam por nossas vidas assim, como um passe de magica. C'est la vie et la vue...c'est vecue! É a vida vivida, que a vi e vivi!!”

“Decidido a deixar para sempre este mundo e suas misérias, por fim, passei a vagar por estas montanhas, galgando suas escarpas, consumido por um anseio que somente você pode satisfazer. Você não deve ir embora antes de me prometer o que vou lhe pedir. Sinto-me só e miserável. O ser humano jamais aceitará minha companhia, mas alguém tão deformado e horrendo como eu não se negará a isso. Minha companheira deve ser da mesma espécie e ter os mesmos defeitos. Você tem de criar esse ser.”

“Eu não sou um capitalista, Eu não sou comunista, Eu não sou socialista, Eu não sou um tradicionalista. Uma espécie infantil e clinicamente sectária como a sua não consegue entender o que eu sou. Isso significa que não sou da mesma espécie que você? Claro que sou, mas de uma dimensão diferente, de uma dimensão diferente no tempo, de uma dimensão diferente na mente, onde o intelecto é apenas uma ferramenta, não uma tortura - onde a fé é apenas uma escolha, não uma obrigação - onde o dinheiro é apenas um meio, não um patrão - onde a unidade é fundamental, não a ficção.”

“Carta aos Meus Soldados: Eu sou apenas o começo - o começo de um novo tipo de humanos - humanos que pertencem não a uma cultura, mas a muitas culturas - humanos que falam não uma língua, mas muitas línguas - humanos que estudam as escrituras e a ciência com igual entusiasmo, mas que se comprometem lealdade a nenhum deles, e sabem como usar ambos em benefício da humanidade - humanos que não visam nem a crença nem a descrença, mas sim o calor e a compreensão - humanos que estão mais preocupados com o problema atual da desumanidade do que com os problemas ultrapassados da filosofia - humanos que sacrificam suas vidas tratando a verdadeira questão do ódio, em vez da questão mítica de Deus. Sou apenas o começo – a primeira faísca – o melhor ainda está por vir.”

“Todo mundo sorri na mesma lingua. O amor desconhece barreiras... Ele nao tem fronteira, Ele nao tem idade. Nada que separe a humanidade, Se o amor cura ate um coração a mingua.”

“Por cada pilriteiro dar os seus pilritos é que o mundo é variado, inesperado, e o cântico humano ressoa como um coro imenso numa catedral... Evidentemente que nem todas as existências têm a mesma significação. Mas, em última análise, também as menos relevantes são indispensáveis ao conjunto. Enriquecem-no. Sem elas, certas horas intermédias e simples, duma expressividade humilde, ficariam por revelar. E a harmonia é o todo, o grande e o pequeno de braço dado.”

“Refugiado Divino, O Soneto Em sânscrito sou Abhijit, Em português eu sou Victor. Em espanhol eu sou Vencedor, Na História sou Reformador. Tantas línguas, tantos nomes - Alguns chamam de água, outros de water. Além da língua e da cultura, a luz é a mesma – Alguns dizem divino, eu digo humanidade. As minhas raízes estão enraizadas na humanidade, não numa cultura ou nação. O cosmos percorre meus corpúsculos, Minha vida é o chamado à expansão. Quem ama o outro é santo, Quem ajuda o outro é rei. Os animais desejam luxos loucos, Para mim, sacrificar é viver. Não preciso de silício ou ouro – Para este mundo em chamas sou um ungüento. Chame-me de migrante ou de explorador – Além dos fatos e da fé, sou Refugiado Divino!”