Quotessence
Home / Topics / Depressão Quotes

Depressão Quotes

Browse 19 quotes about Depressão.

Depressão Quotes

“Alguém me disse que existem cinco estados de luto. Eu não sei. Nunca precisei de saber. Bem… pelo menos até agora. Um modelo qualquer, inventado por alguém, que não tinha mais nada que fazer a não ser atirar-nos à cara com o que estamos ou vamos sentir. Como se já não bastasse a negação, raiva e depressão, ainda podemos juntar antecipação à mistura; aquele sentimento de êxtase que sentimos ao descobrir que depois de te sentires mal, ainda vais continuar a sentir-te pior.”

“Conscientizar sobre saúde mental não significa combater o estresse, ansiedade, depressão e outros problemas cotidianos de saúde mental, mas sim modular conscientemente os hábitos que intensificam esses problemas. Assim que estiver no controle de seus hábitos, em vez de controlá-los, você estará automaticamente em uma forma muito melhor, tanto mental quanto fisicamente.”

“Até aqui, já tinha percebido, tal como vocês, que provavelmente, a sua cabeça só apagava ou substituía memórias demasiado difíceis de lidar. Cenas que a poderiam traumatizar ainda mais ou enfiá-la nesse buraco profundo que é a depressão... Só que nunca tinha sequer pensado que as memórias se alterassem tão rápido ou fossem trocadas por falsas recordações.”

“Lacan destaca que é importante fazer a distinção entre a imagem narcísica i(a) e o que se desprende em sua própria constituição, a, já que este último está sempre velado, mascarado atrás do primeiro. Para ele, o melancólico necessita passar através de sua própria imagem para atingir esse objeto que o transcende e para dar-se conta de que sua queixa de ser nada em verdade não se dirige à sua imagem especular, ou seja, não é uma queixa de má aparência, porém de “ser o último dos últimos”. E não apenas de “ser”, mas também de “ter”, na medida em que a auto-acusação implica o ter sido arruinado. Lacan fala, ainda, em suicídio do objeto. Ele aponta que o objeto se constituiu, mas que por alguma razão desapareceu. Em suas auto-acusações, o melancólico está inteiramente no simbólico, assinala ele no seminário A transferência.”

“O progresso das Luzes e o da felicidade não andam no mesmo passo; a euforia da moda tem como complemento o abandono, a depressão, a perturbação existencial. Há mais estimulações de todo gênero, mas mais inquietude de viver; há mais autonomia privada, mas mais crises íntimas. Tal é a grandeza da moda, que remete sempre mais o indivíduo para si mesmo; tal é a miséria da moda, que nos torna cada vez mais problemáticos para nós mesmos e para os outros.”

“Antes de pegar um cadeira aquela noite, ele se agarrou à jiboia contorcida de um tronco de sua jabuticabeira favorita, fincou os pés descalços no chão de terra [...] e ali rezou, pedindo a Deus, como através de um sistema de comunicação da Natureza, para que o livrasse do medo, do pânico, da angústia, dos pensamentos ruins, para que protegesse a ele, à sua família, a seu querido noivo e à sua respectiva família, e para que voltasse a sentir a vida fora da cadeia de seus pensamentos, que sentisse o todo, que se sentisse parte.”

“Noite, vão para ti meus pensamentos, Quando olho e vejo, à luz cruel do dia, Tanto estéril lutar, tanta agonia, E inúteis tantos ásperos tormentos… Tu, ao menos, abafas os lamentos, Que se exalam da trágica enxovia… O eterno Mal, que ruge e desvaria, Em ti descansa e esquece alguns momentos… Oh! Antes tu também adormecesses Por uma vez, e eterna, inalterável, Caindo sobre o Mundo, te esquecesses, E ele, o Mundo, sem mais lutar nem ver, Dormisse no teu seio inviolável, Noite sem termo, noite do Não-ser.”

“O Medo degrada as pessoas, meu caro jovem. Se você mantiver a pressão, semanas, meses a fio, o Medo acaba por funcionar como uma doença. Ao princípio é apanas um incómodo persistente, como uma dor de dentes, como uma dor de cabeça, uma dor que se instala no espírito, e vai corroendo tudo. Pouco a pouco a pessoa começa a alterar o seu comportamento, começa a imaginar situações de perigo. Torna-se paranóica, perde o gosto pela vida e entra em depressão. Eventualmente mata-se.”

“E todavia - continuava ele, remexendo a chávena - o Pessimismo é uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o até o tornar uma lei universal, a lei própria da Vida; portanto lhe tira o caráter pungente duma injustiça especial, cometida contra o sofredor pôr um Destino inimigo e faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga, quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho: - porque nos sentimos escolhidos e destacados para a infelicidade, podendo, como ele, ter nascido para a Fortuna. Quem se queixaria de ser coxo - se toda a humanidade coxeasse? E quais não seriam os urros, e a furiosa revolta do homem envolto na neve e friagem e borrasca dum Inverno especial, organizado nos Céus para o envolver a ele unicamente - enquanto em redor, toda a Humanidade se movesse na luminosa benignidade duma Primavera? (...) E depois - clamava ainda o meu amigo - o Pessimismo é excelente para os Inertes, porque lhes atenua o desgracioso delito da Inércia. Se toda a meta é um monte de Dor, onde a alma vai esbarrar, para que marchar para a meta, através dos embaraços do mundo? E de resto todos os Líricos e Teóricos do Pessimismo, desde Salomão até o maligno Schopenhauer, lançam o seu cântico ou a sua doutrina para disfarçar a humilhação das suas misérias, subordinando-as todas a uma vasta lei de Vida, uma lei Cósmica, e ornando assim com a auréola de uma origem quase divina as suas miúdas desgraçazinhas de temperamento ou Sorte.”