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Daniel Goleman Quotes

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Daniel Goleman Quotes

“O primeiro movimento para um novo território implica o abandono de uma agradável rotina e a luta contra a inércia dos caminhos já trilhados; este pequeno ato de atenção exige aquilo a que a neurociência chama «esforço cognitivo». Essa esforçada componente de domínio executivo liberta a atenção, permitindo-lhe vaguear à vontade e percorrer novos caminhos.”

“Se tivermos uma atenção mais plena acerca de como usamos o nosso dinheiro, teremos menos probabilidades de nos deixarmos levar por anúncios sedutores de produtos que não nos farão sentir mais felizes. A atenção plena conduzir-nos-ia a desejos materiais mais modestos e a gastar mais tempo e energia a realizar as nossas necessidades mais profundas e mais satisfatórias no que respeita ao sentido das coisas e relações.”

“A atenção plena permite-nos quebrar o fluxo de pensamentos que poderiam, caso contrário, levar-nos a ficar prisioneiros da infelicidade, transformando a nossa relação com o próprio pensamento. Em vez de sermos arrastados por esse fluxo, conseguimos parar e ver que isto são apenas pensamentos – e escolher agir ou não de acordo com eles.”

“A atenção plena desenvolve a nossa capacidade para observar a nossa experiência momento a momento de uma forma imparcial e não reativa. Praticamos o abandono dos pensamentos acerca de qualquer coisa em particular e abrimos o foco àquilo que nos vier à mente no fluxo da consciência, sem nos deixarmos perder no curso de pensamentos acerca de qualquer coisa em particular.”

“A mente absorta, sob a forma de mente divagante, poderá ser a maior fonte de desperdício da atenção no local de trabalho. O foco da nossa experiência no aqui e agora – como a tarefa em mãos, a conversa que estamos a ter, ou chegar a consenso numa reunião – exige que desliguemos a lógica do «tudo a meu respeito» de coisas mentais irrelevantes para aquilo que se passa no presente.”

“Outrora, a sobrevivência dos grupos humanos dependia da sintonização ecológica. Hoje, podemos dar-nos ao luxo de viver bem utilizando auxiliares artificiais. Ou parece que podemos dar-nos a esse luxo. Pois as mesmas atitudes que nos tornaram confiantes na tecnologia atraíram-nos para a indiferença em relação ao estado do mundo natural – pondo-nos em perigo.”

“A forma como nos vemos na hierarquia social parece determinar o grau de atenção que damos: mais vigilantes quando nos sentimos subordinados, menos quando nos sentimos superiores. Em suma, quanto mais nos preocupamos com alguém, mais atenção lhe prestamos – e quanto mais atenção lhe prestamos, mais nos preocupamos. A atenção entrelaça-se com o amor.”

“Quando os músicos de jazz foram comparados com os músicos clássicos quanto a funções cerebrais, mostraram mais indicadores neuronais de consciência de si mesmos. Conforme disse um músico de jazz, «no jazz, é preciso sintonizarmo-nos quanto ao que o nosso corpo está a sentir, para sabermos quando avançar para um solo».”

“Os riscos inteligentes baseiam-se numa alargada e voraz recolha de dados confrontados com um sentido intuitivo; as decisões estúpidas são construídas de uma base demasiado restrita de dados. A reação franca daqueles em quem confiamos e respeitamos cria uma fonte de consciência própria que nos protege de dados de informação enviesados, ou de pontos de partida questionáveis.”

“Capturar uma mente divagante em ação é ardiloso; quase sempre, quando estamos perdidos em pensamentos, não conseguimos perceber que a nossa mente começou a vaguear no momento em que isso aconteceu. Notar que a nossa mente divagou assinala uma mudança na atividade cerebral; quanto maior for esta metaconsciência, mais fraca se torna a divagação da mente.”

“Situações que não exigem uma constante focagem na tarefa – em particular quanto às tarefas aborrecidas ou rotineiras – deixam a mente livre para vaguear. (…) Dado que o sonhar acordado compete pela energia neuronal com o foco em tarefas e a perceção sensorial, não admira que, quando sonhamos acordados, cometamos mais erros em tudo aquilo que exija mais da nossa atenção focada.”

“Fazer amor é outra das atividades em que ser demasiado analítico só atrapalha. (…) Relaxar e fazer amor correm melhor quando nos limitamos a deixar que as coisas aconteçam – sem tentar forçar. O sistema nervoso parassimpático, que é ligado durante estas atividades, age geralmente de forma independente do sistema executivo do nosso cérebro, que pensa sobre isso.”