Quotessence
Home / Topics / Sofrimento Quotes

Sofrimento Quotes

Browse 32 quotes about Sofrimento.

Sofrimento Quotes

“A leitura dos jornais, sempre penosa do ponto de ver estético é-o frequentemente também do moral, ainda para quem tenha poucas preocupações morais. As guerras e as revoluções - há sempre uma ou outra de que narram - chegam, na leitura dos seus efeitos, a causar não horror mas tédio. Não é a crueldade de todos aqueles mortos e feridos, o sacrifício de todos os que morrem batendo-se, ou são mortos sem que se batam, que pesa duramente na alma: é a estupidez que sacrifica vidas e haveres a qualquer coisa inevitavelmente inútil. Todos os ideais e todas as ambições são um desvio de comadres homens.”

“A minha mãe pousou a mão sobre a minha. Sentir a sua mão nas costas da minha mão, o peso e o calor da sua mão, foi sentir que também eu gostava muito dela. Levantei a cabeça para a olhar e, nesse momento, sentimos tanta vontade de nos abraçarmos, porque soubemos mesmo que éramos duas pessoas a ser a mesma pessoa, porque soubemos que a beleza do amor que sentíamos, o afecto, era sentido exactamente da mesma maneira, com as mesmas formas, pelo outro. A minha mãe e eu sentíamos exactamente a mesma coisa quando nos olhámos a ser mãe e filho. E eu, como se descobrisse, senti toda força infinita do amor, que nunca muda, do amor que permanece igual depois de anos e anos.”

“PRINCESA DESALENTO Minh'alma é a Princesa Desalento, Como um Poeta lhe chamou, um dia. É magoada, e pálida, e sombria, Como soluços trágicos do vento! É fágil como o sonho dum momento; Soturna como preces de agonia, Vive do riso duma boca fria: Minhalma é a Princesa Desalento... Altas horas da noite ela vagueia... E ao luar suavíssimo, que anseia, Põe-se a falar de tanta coisa morta! O luar ouve minh'alma, ajoelhado, E vai traçar, fantástico e gelado, A sombra duma cruz à tua porta...”

“A vida continua me atirando pedras pelo caminho. E eu sempre acho um diamante brilhando sozinho.”

“Mais que um órgão que toca fundo no peito, Esse sujeito, o coração não é uma couraça Feita de vidraça, Mas uma chama que reclama carinho, respeito, amor... É eterna, é sincera, Mas quando ama, vai laceando e lança um laço Logo ali, bem lá, no compasso, bem feito, E se torna de sujeito a suspeito, e quando sofre se dilacera, em virtudes de vertigens e descompasso... e so sossega, sofrego em sacolejos, no mesmo leito onde o divino com um traço de rebeldia o seu destino entrega. E ali ele sofre em quimeras. E com o passar das eras e das iras eu diria ao mesmo tempo que desacelera ele ganha em sabedoria...”

“O facto de o pranto abundar nos olhos das mulheres e das crianças - umas e outras egocêntricas, fracas e de alma rudimentar - não bastou para colocar de sobreaviso os admiradores da incontinência lacrimal. O homem, verdadeiramente homem, o autêntico vir virtuoso, o sábio honesto, nunca choram ou se porventura a vasilha lacrimal dá indícios de querer transbordar, envergonham-se e escondem-se. Quem sabe realmente sofrer não sabe chorar. Quanto mais profunda a dor, menos se manifesta com as lágrimas.”

“É possível que o homem não ame senão o bem-estar. Não é possível que ele ame na mesma medida o sofrimento? Não é possível que o sofrimento lhe seja tão vantajoso quanto o o bem-estar? O homem põe-se por vezes a amar apaixonadamente o sofrimento; isso é um fato.”

“O sofrimento! Mas é a causa única da consciência! Eu vos declarei, é verdade, no início, que, a consciência, na minha opinião, é um dos maiores males do homem; mas sei que o homem a ama e não a trocará por nenhuma satisfação, seja qual for.”

“Havia uma aura em torno de Coelho, uma aura de sofrimento. O rosto, o corpo pareciam tomados pelo sofrimento. Sim, ela pensou, é isso que transparece em seu olhar. A lembrança de mágoa muito antiga, mas ainda não esquecida — e jamais seria. Fora concebido, colocado no planeta, para sofrer; não admira ser ele um grande comediante. Para Coelho, a comédia era uma luta, uma batalha contra a realidade da dor física literal; consistia em reação de força descomunal — e eficaz.”

“Quando ouvimos música, lemos um livro ou abrimos um jornal, quase nunca necessitamos fazer tal atividade ou conseguir tal informação. Em geral, isso é feito de forma mecânica, talvez por estarmos acostumados ou porque queremos "passar tempo" ou preencher uma sensação desconfortável de vazio. Talvez seja apenas para evitarmos um encontro com nós mesmos. Muitos de nós têm medo de se voltar para dentro, pois não sabem como lidar com o sofrimento que carregam em seu interior. Por isso vivemos em busca de novas sensações que possam ser consumidas.”