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Violência Quotes

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Violência Quotes

“Marshall Rosenberg constantemente fala em suas palestras que em algum ponto da humanidade, nós decidimos que humanos são mal por natureza, e precisam ser punidos; lembremos que a visão do cristianismo nos coloca como pegadores, mesmo quando nascemos, e nossa única solução é nos curvar diante de Deus, aceitar Jesus. Apesar de que ele nunca mencionou religião abertamente, e eu também não o faria devido ao momento onde a teoria foi criada, eu sempre tive a impressão que ele falava do cristianismo, ele nasceu e cresceu nos Estados Unidos, em um dos momentos mais violentos do país, e também um dos momentos de maior religiosidade cristã do país. Ele usa constantemente referências a pensadores da índia, geralmente, próximos do budismo, que sempre falaram da não violência como a solução. Eu tenho dificuldades de aceitar que uma religião como o cristianismo, que cresceu da violência, possa se livrar dela. A forma como o cristianismo funciona gira todo em cima de violência, apesar de que os cristãos não conseguem ver e aceitar.”

“A forma como o cristianismo funciona assemelha como ratos são educados, ver o livro “Punidos Pelas Recompensas” por Alfie Kohn, esse livro é um dos pilares da CNV. Como Kohn abre o livro, esse forma era considerada eficaz para humanos, e ele desafia isso, de que a única forma de educar humanos é por recompensas e punições. Essa visão de mundo é baseado em um psicólogo muito influente na época, conhecido como psicologia comportamental. O livro “Punidos Pelas Recompensas” de Alfie Kohn é uma crítica contundente ao uso de recompensas e punições como métodos de controle e motivação. Kohn argumenta que essas práticas, amplamente aceitas na educação e no ambiente de trabalho, podem ser prejudiciais e contraproducentes. Ele desafia a ideia de que a única maneira de educar e motivar seres humanos é através de recompensas e punições, uma visão fortemente influenciada pela psicologia comportamental. Kohn sugere que, assim como os ratos são treinados com recompensas e punições, essa abordagem tem sido aplicada aos humanos, mas ele questiona sua eficácia e ética. Ele propõe alternativas que promovem a autonomia, a colaboração e a motivação intrínseca, alinhando-se com os princípios da Comunicação Não Violenta (CNV), que valoriza a empatia e a compreensão das necessidades humanas.”

“Quando as coisas ao nosso redor perdem o sentido, é mais fácil atribuí-lo a absurdos. Foi o que acabei compreendendo. O problema de justificar insanidades é que nelas sempre encontramos o prazer mais sombrio de nossos primórdios esquecidos, aquele tempo em que não era permitido se iludir, em que não se devia olvidar por um instante sequer do que éramos: que éramos animais selvagens, violentos e traiçoeiros. Ainda somos, todos. Infelizmente, menos sob o véu da razão, que poderia melhor entender a natureza da criatura e mantê-la acorrentada, do que debaixo desse moralismo hipócrita e cínico da civilidade cotidiana. Sim, eu entendi. No final.”

“— O senhor sabe, meu caro mestre, que eu não sou um animal destruidor. Não tenho vocação para o militarismo. Tenho mesmo ideias humanitárias bem avançadas, e creio que a fraternidade dos povos será a obra do socialismo triunfante. Enfim, tenho amor à humanidade. No entanto, do momento em que me enfiam um fuzil na mão, sinto vontade de atirar em todo mundo. Está no sangue... (...) — O senhor não ignora, caro mestre – acrescentou –, o poder da sugestão. Basta entregar a um homem uma baioneta na ponta de um fuzil para que ele a enterre na barriga do primeiro que apareça e se torne, como diz, um herói.”

“Sim, sim, sim... Crucificai-me nas navegações E as minhas espáduas gozarão a minha cruz! Atai-me às viagens como a postes E a sensação dos postes entrará pela minha espinha E eu passarei a senti-los num vasto espasmo passivo! Fazei o que quiserdes de mim, logo que seja nos mares, Sobre conveses, ao som de vagas, Que me rasgueis, mateis, fira-os! O que quero é levar pra Morte Uma alma a transbordar de Mar, Ébria a cair das coisas marítimas (...) Ser o meu corpo passivo a mulher-todas-as-mulheres Que foram violadas, mortas, feridas, rasgadas pelos piratas! Ser no meu ser subjugado a fêmea que tem de ser deles E sentir tudo isso -- todas estas coisas duma só vez - pela espinha!”

“Não entendo por que as pessoas nos odeiam. Ajudamos todo mundo!”, afirmou ele uma vez, querendo ouvir minha opinião. “Nem eu”, respondi. Eu sabia que era inútil tentar esclarecê-lo sobre as razões históricas e objetivas que nos levaram àquele ponto, portanto optei por ignorar o comentário dele; além disso, não seria nada fácil mudar a opinião de um homem da idade dele. Muitos homens e mulheres jovens entram para as Forças Armadas dos Estados Unidos por causa da propaganda enganosa do governo, que leva as pessoas a acreditar que as Forças Armadas são apenas uma grande Batalha de Honra: se entrar para o Exército, você é um mártir vivo; estará defendendo não só sua família, seu país e a democracia americana, mas também a liberdade e os povos oprimidos do mundo inteiro. Ótimo, não há nada errado com isso; pode até ser o sonho de todos os jovens. Mas a realidade das forças americanas é um tiquinho de nada diferente disso. Para ir direto à conclusão: o resto do mundo pensa nos americanos como um punhado de bárbaros vingativos. Pode ser duro, e eu não acredito que o americano médio seja um bárbaro vingativo. Mas o governo dos Estados Unidos aposta até a última ficha na violência como solução mágica de todos os problemas, e assim o país vai perdendo amigos a cada dia, e parece não dar a menor importância a isso.”