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Entretenimento Quotes

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Entretenimento Quotes

“Havia uma aura em torno de Coelho, uma aura de sofrimento. O rosto, o corpo pareciam tomados pelo sofrimento. Sim, ela pensou, é isso que transparece em seu olhar. A lembrança de mágoa muito antiga, mas ainda não esquecida — e jamais seria. Fora concebido, colocado no planeta, para sofrer; não admira ser ele um grande comediante. Para Coelho, a comédia era uma luta, uma batalha contra a realidade da dor física literal; consistia em reação de força descomunal — e eficaz.”

“A particular visibilidade do centro-direita deve-se também ao facto de que os partidos mais à esquerda têm, por constrangimentos ideológicos, dificuldade em olhar para a imprensa cor de rosa como um meio legítimo de comunicação e ação política e em abrir as portas da sua vida privada, criando assim valor-notícia para a imprensa de celebridades e entretenimento.”

“A passagem do mundo da celebridade para o mundo da política é mais fácil quando não há necessidade de ingressar num partido político já existente para se ser eleito, quando os níveis de confiança nos partidos e nas elites políticas andam baixos e os cidadãos se sentem afastados ou desiludidos em relação aos partidos tradicionais.”

“Tu precisas-te entreter... Para isso escrever; isto é, trabalhar. Mas, meu caro, «entreter» significa passar tempo. Ora o tempo passa acelerado em demasia; não necessita de impulsos. Os homens deviam procurar «entreter» o tempo, e não entreterem-se a si... Eu é isso que faço... Penso no passado, revivo os dias que passaram... Assim, levanto uma barreira entre o passado e o futuro. O futuro é porém um óptimo saltador... salta todas as barreiras, vai-se tornando no presente e eu pouco resultado alcanço... Escreves para não te aborreceres... Ah! como seria feliz se me conseguisse aborrecer!...”

“Por que você me proíbe de rezar sabendo que isso é ilegal?”, perguntei a ele quando ficamos amigos. “Poderia não ter feito isso, mas teriam me dado algum trabalho sujo.” Ele me contou também que ■■■■■■■■■■■■■■■ ■■■■■■■ tinha dado a ordem de me impedir de praticar qualquer atividade religiosa. ■■■■■■■■■■■■■■■■■■ disse ainda: “Vou para o inferno por ter proibido você de rezar”. ■■■■■■■■■■■ ficou felicíssimo quando recebeu ordens para me tratar bem. “Na verdade, gosto mais de estar aqui com você do que estar em casa”, disse ele com franqueza. Era um cara muito generoso; trazia-me bolinhos, filmes e jogos de Play Station 2. Antes de ir embora, deixou que eu escolhesse entre dois jogos, Madden 2004 e Nascar 2004. Escolhi Nascar 2004, que ainda tenho. Acima de tudo, ■■■■■■■■■■■■ proporcionava um bom entretenimento. Ele costumava exagerar e me contava todo tipo de coisa. Às vezes me dava informação demais, coisas que eu não queria nem devia saber. ■■■■■■■■■■■ era um viciado em jogos. Jogava videogames o tempo todo. Sou péssimo em videogames; não dou para isso. Sempre dizia aos carcereiros: “Os americanos não passam de bebês crescidos. Em meu país, não é adequado que uma pessoa da minha idade se sente diante de um console e perca tempo jogando videogames”. Com efeito, um dos castigos da civilização dos americanos é que eles são viciados em videogames.”

“Sabia que Lisboa não era Berlim, com dezenas de jornais que as pessoas liam em todo o lado, no metro, nas mesas de café, nas paragens de autocarro, onde as parangonas faziam cair ministros e presidentes em poucos dias. Em Lisboa, nada disso acontecia. Qualquer que fosse o escândalo revelado pela imprensa, o entretenimento nas televisões acabava por desviar as atenções.”