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Quote by José Santana Pereira

“Uma sucessão de escândalos pode levar os cidadãos a desenvolver a ideia de que os políticos não passam de hipócritas com esqueletos no armário, que impõem aos outros critérios de comportamento e uma moralidade que não aplicam nas suas próprias vidas.”

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Work

Política e Entretenimento

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Author

José Santana Pereira

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“Por que você me proíbe de rezar sabendo que isso é ilegal?”, perguntei a ele quando ficamos amigos. “Poderia não ter feito isso, mas teriam me dado algum trabalho sujo.” Ele me contou também que ■■■■■■■■■■■■■■■ ■■■■■■■ tinha dado a ordem de me impedir de praticar qualquer atividade religiosa. ■■■■■■■■■■■■■■■■■■ disse ainda: “Vou para o inferno por ter proibido você de rezar”. ■■■■■■■■■■■ ficou felicíssimo quando recebeu ordens para me tratar bem. “Na verdade, gosto mais de estar aqui com você do que estar em casa”, disse ele com franqueza. Era um cara muito generoso; trazia-me bolinhos, filmes e jogos de Play Station 2. Antes de ir embora, deixou que eu escolhesse entre dois jogos, Madden 2004 e Nascar 2004. Escolhi Nascar 2004, que ainda tenho. Acima de tudo, ■■■■■■■■■■■■ proporcionava um bom entretenimento. Ele costumava exagerar e me contava todo tipo de coisa. Às vezes me dava informação demais, coisas que eu não queria nem devia saber. ■■■■■■■■■■■ era um viciado em jogos. Jogava videogames o tempo todo. Sou péssimo em videogames; não dou para isso. Sempre dizia aos carcereiros: “Os americanos não passam de bebês crescidos. Em meu país, não é adequado que uma pessoa da minha idade se sente diante de um console e perca tempo jogando videogames”. Com efeito, um dos castigos da civilização dos americanos é que eles são viciados em videogames.”

“Sabia que Lisboa não era Berlim, com dezenas de jornais que as pessoas liam em todo o lado, no metro, nas mesas de café, nas paragens de autocarro, onde as parangonas faziam cair ministros e presidentes em poucos dias. Em Lisboa, nada disso acontecia. Qualquer que fosse o escândalo revelado pela imprensa, o entretenimento nas televisões acabava por desviar as atenções.”

“Il professor Grammaticus Il professor Grammaticus, tra Como e Battipaglia, udì gridare a gran voce: I-ta-glia! I-ta-glia! I-ta-glia! Alcuni sventatelli apparsi in fondo alla via in coro scandivano quell’errore di ortografia. Disse il bravo docente: – Signori, non così! Non lordate la Patria con quella brutta «g»! Al fardello dei mali che affliggono il paese non aggiungete, prego, ortografiche offese… Il professor Grammaticus fu tosto circondato, di ben altre scorrettezze e di pugni minacciato. Ma dai dintorni accorse una folla di persone amanti della grammatica e della buona educazione. Cacciarono i giovinastri e gridarono così: – Viva il nostro professore e l’Italia senza «g»!”

“Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodasse pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a fala da transliteração greco-romana veste-ma do seu veri manto régio, pelo qual é senhora e rainha.”