“O céu noturno é uma lembrança de que, no universo, há menos luz do que escuridão. Ali, a luz parece apenas resistir (insistente em resistir) à opressão daquele espaço negro, vazio. Por isso, nos corpos celestes luminosos ou nos que refletem a luminosidade de outros, depositamos significados místicos, religiosos, mitológicos e científicos. Por isso lhes damos nomes. Próprios e comuns. Ao imenso fundo negro e vazio do espaço, porém, geralmente ignoramos. Nem sequer sabemos bem do que o chamar. Não o identificamos com uma palavra de conhecimento popular que o categorize, como planeta ou estrela, nem lhe damos um nome distintivo, como Saturno. Ainda assim, a escuridão está lá. Maior do que todo o resto.” LuzMalEscuridão Book:Sombra Source: Sombra