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The Bridge on the Drina

Book by Ivo Andrić · 21 quotes · Drina, Men, Books

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The Bridge on the Drina Quotes

“... but in the depths of their hearts, in that true and ultimate depth which is revealed to no one, there remained the memory of what had taken place and the consciousness that was has once been can be again; there remained too hope, a seneless hope, that great asset of the downtrodden. For those who rule and must oppress in order to rule must work according to reason; and if, carried away by their passions or driven by an adversary, they go beyond the limits of reasonable action, they start down the slippery slope and thereby reveal the commencement of their own downfall. Whereas those who are downtrodden and exploited make equal use of their reason and unreason for they are but two different kinds of arms in the continual struggle, now underground, now open, against the oppressor.”

“The desire for sudden change and the thought of their realization by force often appears among men like a disease and gains ground mainly in young brains; only these brains do not think as they should, do not amount to anything in the end and the heads that think thus do not remain long on their shoulders. For it is not human desires that dispose and administer the things of this world. Desire is like a wind, it sifts the dust from one place to another, sometimes darkens the whole horizon, but in the end calms down and leaves the old and eternal picture of the world. Lasting deeds are realized on this earth only by God’s will, and man is only His humble and blind tool.”

“Želja je kao vetar, premešta prašinu sa jednog mesta na drugo, zamračuje ponekad njome ceo vidik, ali na kraju stišava se i pada i ostavlja staru i večnu sliku sveta iza sebe. Trajna dela na zemlji ostvaruju se božjom voljom, a čovek je samo njemo slepo i pokorno oruđe. Delo koje se rađa iz želje, čovekove želje, ili ne doživi ostvarenje ili nije trajno, u svakom slučaju nije dobro.”

“Ali ne može. Ne može više ni da održi pravi odnos između disanja i srca; srce je potpuno zaptilo dah, kao što se ponekad u snu dešava. Samo ovde nema spasonosnog buđenja. Otvori šitoko usta i oseti da mu oči izviru iz glave. Strmina koja je i dotle neprestano rasla, primače se potpuno njegovom licu. Celo vidno polje ispuni mu tvrdi, ocediti drum, koji se pretvarao u mrak i obuhvatio ga svega. Na uzbrdici koja vodi na Mejdan ležao je Alihodža i izdisao u kratkim trzajima.”

“O homem vive atormentado durante toda a sua existência e nunca obtém aquilo de que precisa, quanto mais aquilo que deseja. Com teorias como as vossas, os homens apenas satisfazem a eterna necessidade de jogo, lisonjeiam a própria vaidade e enganam-se a si próprios e aos outros. Esta é que é a verdade, ou, pelo menos, assim me parece. (...) Todas as tuas teorias, as tuas numerosíssimas ocupações espirituais, assim como os teus amores e as tuas amizades provêm apenas de uma coisa: a tua ambição. E essa ambição é falsa e doentia porque vem da tua vaidade, única e exclusivamente da tua vaidade. (...) No momento em que uma coisa deixa de alimentar a tua vaidade, ela perde todo o sentido para ti e já não a desejas, nem sequer estás pronto a mexer um dedo para a obter. Por causa dela trais-te a ti mesmo, porque és escravo da tua própria vaidade. (..) Para ti nada é verdadeiramente importante e , no fundo, não sentes amor nem ódio, porque, para sentires um ou outro, terias, pelo menos, de sair por um momento de ti próprio, esquecer-te de ti e dar um passo além de ti e da tua vaidade. Mas isso é coisa que não podes, nem há nada que te leve a fazê-lo, mesmo que fosses capaz. A desgraça de outrem não pode dar-te pena, e muito menos desgosto; nem sequer o teu próprio infurtúnio, desde que te lisonjeie a vaidade. Nada desejas e em nada encontras satisfação. Nem invejoso és, não por bondade, mas por um egoísmo ilimitado, porque não chegas a reparar na felicidade ou na infelicidade dos outros. Não há nada que te possa comover nem mudar. Tu não receias nada, não porque sejas corajoso, mas porque em ti todos os impulsos sadios estão atrofiados, porque além da tua vaidade nada existe para ti, nem os laços de sangue, nem consciências, nem Deus, nem o mundo, nem a família, nem os amigos. Nem sequer aprecias as tuas próprias qualidades naturais. Em vez de consciência, é apenas a tua vaidade ferida que te pode estimular, porque só ela, sempre e em tudo, fala pela tua boca e determina os teus passos. (...) E ainda antes de as teres conquistado, já estás farto, porque a tua vaidade se enoja e procura qualquer outra coisa nova. Mas é precisamente isso, no facto de nada te deter, de nada te satisfazer ou saciar, que está também a tua perdição. Submetes tudo à tua viadade, mas tu próprio és o primeiro dos seus escravos e o seu maior mártir. É muito possível que venhas a obter ainda maior glória e sucesso, de certeza sucessos muito maiores do que seduzir simples raparigas entontecidas, mas nunca encontrarás satisfação em nada, porque a tua vaidade te arrastará sempre para mais longe, porque ela engole tudo, até os maiores sucessos, e logo os esquece, tal como nunca esquece as frustrações e as ofensas, por mais pequenas que sejam. E quando tudo estiver consumido, quebrado, maculado, humilhado, desintefrado e destruído à tua volta, então ficarás só nesse deserto que tu próprio criaste, cara a cara com a tua vaidade, e não terás nada para lhe oferecer. Então vais devorar-te a ti próprio, mas de nada te servirá, porque a tua vaidade, habituada a um alimento mais rico, vai desprezar-te e rejeitar-te.”