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Constantine's Sword: The Church and the Jews

Book by James Carroll · 4 quotes · Igreja, Cristianismo, Antissemitismo

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Constantine's Sword: The Church and the Jews Quotes

“O mesmo João Paulo II que patrocinou na Polônia a Igreja mais engajada politicamente dos tempos modernos, a ponto de enviar grandes quantias de dinheiro do Vaticano para o Solidariedade, condenou, silenciou e disciplinou padres e freiras da Nicarágua, El Salvador, Guatemala, Brasil, Haiti e México, por causa de sua assim chamada atividade política. O papa que quer tornar Pio XII santo é reticente a respeito de Oscar Romero. o bispo de El salvador que foi assassinado no altar. O papa que pôs sob cerco os ditadores impiedosos do comunismo foi o primeiro e o único chefe de estado do mundo a reconhecer a legitimidade da junta militar que derrubou o presidente democraticamente eleito do Haiti ( e ex-padre) Jean Bertrande Aristide. Digo "assim chamada atividade política" porque os padres e freiras da Libertação insistiam em que suas ações tinham mais a ver com sua leitura do Evangelho do que com qualquer texto político. Observadores da diferença entre reações da hierarquia católica, digamos, na Polônia, onde a Igreja deu apoio ao Solidariedade, e na Nicarágua, onde a Igreja foi um canal putativo para dinheiro da CIA durante a guerra dos Contra de Reagan, ficaram com a sensação de que não era ao totalitarismo como tal que a Igreja se opunha, apenas ao totalitarismo que não era amigável em relação à Igreja.”

“Uma coisa era o papa Inocêncio III declarar a Magna Carta nula de pleno direito em 1215, porque violava a ordem divinamente instituída da hierarquia, e outra bem diferente o Vaticano, em seu instrumentum laboris para o sínodo europeu de 1999, igualar o pluralismo com o marxismo. É impossível reconciliar uma rejeição do pluralismo com um autêntico compromisso com a democracia, e permanece perigosa uma devoção católica à erradicação do pluralismo. A política interna da Igreja tem relevância aqui, porque o uso de anátemas, banimentos e excomunhões para impor uma disciplina intelectual rigidamente controlada na Igreja revela uma instituição que ainda tem contas a acertar com ideias básicas como a liberdade de consciência e a natureza dialética da investigação racional.”

“Como vimos em nossa consideração sobre Spinoza, a própria ideia da democracia constitucional começa com a visão de que o governo existe para proteger a liberdade interior dos cidadãos de serem diferentes uns dos outros e de se identificarem com noções opostas da verdade e as escolherem. A implementação dessa visão requer uma separação entre a Igreja e o Estado, uma vez que o objetivo do Estado é proteger a consciência do cidadão de imposições de qualquer entidade religiosa. E vimos que a chegada de Spinoza a essa posição veio como consequência direta da experiência de sua família com a Inquisição. A Igreja repudiou a violência da Inquisição, mas continuou a manter as ideias que tinham produzido a Inquisição. A sequência em pânico das condenações do Vaticano do século XIX - socialismo, comunismo, racionalismo, panteísmo, subjetivismo, modernismo, mesmo "americanismo" - se somou a uma denúncia resoluta de tudo que queremos dizer com a palavra democracia. Do ponto d vista da colina sobre o Tibre, tudo isso era simplesmente um esforço para defender a ideia-chave contra a qual estavam aparentemente conspirando os mundos da ciência, cultura, política e educação - todos mundos que podiam ser facilmente associados com os judeus. O próprio Spinoza tinha parecido atacar essa ideia - a de que há uma verdade objetiva e absoluta e que sua guardiã é a Igreja.”