“Puxo o ar com mais força. Com o oxigênio que consigo inspirar, vem o pensamento: preciso fugir. Como uma miragem, a fuga aparece, mas se dissipa quando expiro. Preciso ficar. A saída não é pela fuga, mas pela manutenção de territórios. Puxo mais ar. Sei o que devo fazer. Sim, eu sei. Sinto as ameaças. Sinto uma fron-teira. Sinto que é necessário erguer muralhas. Busco em mim. Me investigo. Procuro pelas pedras.” Brasil Book:A mulher de dois esqueletos Source: A mulher de dois esqueletos