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Quote by Itxa Bustillo

“—¿Qué hace? —susurró Minerva ante su extrema cercanía que la incomodaba. —Nada —contestó muy tranquilamente sujetando su portafolios para disimular, su erección comenzaba crecer al tenerla muy cerca y sentía que no podía controlarla. Minerva sentía un hormigueo recorrer todo su cuerpo, bajó la cabeza al sentir la respiración de Rick sobre su cara, no podía retroceder, su cuerpo estaba pegado al espejo del ascensor y al sentir el perfume del pecho de Rick tuvo que controlar el retorcer su cuerpo, la cálida respiración de él sobre su cuello comenzaba a hacerle perder sus sentidos los cuales debía mantener con lucidez.”

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Itxa Bustillo

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“—¿Va a salir? —preguntó él fingiendo no saber nada. Minerva lo miró y pensó su respuesta. —Me voy a mi casa. —Bien, allá hablaremos con más calma. —¿Qué? —la chica se asustó—. No, no… —Sí, sí… —sonrió pícaramente. —Ya le dije que no tenemos nada de qué… —Sabes que sí —Rick se acercó a ella de nuevo pegándola de nuevo al espejo—. No me voy a ir sin una respuesta. —Pero no en mi casa. —No pienso a un lugar público después de lo que pasó, no contigo, tengo una imagen que cuidar y gracias a ti espero no salir en los diarios.”

“geometria desenho-me internamente compro uma lente de aumentar e um enorme espelho mas não vejo quase nada compro então um enorme candeeiro uma lâmpada de luz incandescente mas está ainda tudo muito escuro não vejo nada desisto da caneta e do papel desenhar-me-ei com cuspo para isso pego nas tuas mãos passo os dedos pela tua boca chupas os teus dedos nas minhas mãos e com o teu cuspo me desenho enfim um mínimo concêntrico círculo quase absolutamente oval que o teu cuspo configura na macieza da carne e sorrimos espantados já que círculos de tão diferentes tamanhos parecem criar um lugar ideal um intermédio fulcral um sopro de natas e ovos que batidos e mexidos fariam o momento essencial.”

“Lúcia tinha razão. Aqueles beijos, não é possível que os gere duas vezes o mesmo lábio, porque onde nascem queimam, como certas plantas vorazes que passam deixando a terra maninha e estéril. Quando ela colou a sua boca na minha pareceu-me que todo o meu ser se difundia na ardente inspiração; senti fugir-me a vida, como o líquido de um vaso haurido em ávido e longo sorvo. Havia na fúria amorosa dessa mulher um quer que seja da rapacidade da fera. Sedenta de gozo, era preciso que o bebesse por todos os poros, de um só trago, num único e imenso beijo, sem pausa, sem intermitência e sem repouso. Era serpente que enlaçava a presa nas suas mil voltas, triturando-lhe o corpo; era vertigem que nos arrebatava a consciência da própria existência, alheava um homem de si e o fazia viver mais anos em uma hora do que em toda a sua vida. A aspereza e feroz irritabilidade da véspera se dissipara. O seu amor tinha agora sensações doces e aveludadas, que penetravam os seios d’alma, como se a alma tivera tato para senti-las. Não fui eu que possuí essa mulher; e sim ela que me possuiu todo, e tanto, que não me resta daquela noite mais do que uma longa sensação de imenso deleite, na qual me sentia afogar num mar de volúpia. Quando o primeiro raio da manhã tremulando entre as folhas rendadas veio esclarecer-nos, Lúcia, reclinada a face na mão, me olhava com o ressumbro de doce melancolia, que era a flor de seu semblante em repouso. Embebendo o olhar no meu, procurou o pensamento no fundo de minha alma. Sorri; ela corou; mas desta vez entravam também no rubor os toques vivaces do júbilo que iluminou-lhe a fronte.”

“Bebeste o primeiro trago do vinho; provaste uma vez do fruto proibido. Já conheces o amor dessa mulher: é um gozo tão agudo e incisivo que não sabes se é dor ou delícia; não sabes se te revolves entre gelo ou no meio das chamas. Parece que dos seus lábios borbulham lavas embebidas em mel; que o ligeiro buço que lhe cobre a pele acetinada se eriça, como espinhos de rosa através das pétalas macias; que o seu dente de pérola te dilacera as carnes deixando bálsamo nas feridas. Parece enfim que essa mulher te sufoca nos seus braços, te devora e absorve para cuspir-te imediatamente e com asco nos beijos que atira-te à face!”