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Quote by Cristina Atienza

Work

La Sangre de Triana: Cuando dejas de existir en tu propia vida

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Author

Cristina Atienza

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“Had I been less firmly resolved upon settling down definitively to work, I should perhaps have made an effort to begin at once. But since my resolution was explicit, since within twenty-four hours, in the empty frame of the following day where everything was so well-arranged because I myself was not yet in it, my good intention would be realized without difficulty, it was better not to start on an evening when I felt ill-prepared. The following days were not, alas, to prove more propitious. But I was reasonable. It would have been puerile, on the part of one who had waited now for years, not to put up with a postponement of two or three days. Confident that by the day after tomorrow I should have written several pages, I said not a word more to my parents of my decision; I preferred to remain patient and then to bring to a convinced and comforted grandmother a sample of work that was already under way. Unfortunately the next day was not that vast, extraneous expanse of time to which I had feverishly looked forward. When it drew to a close, my laziness and my painful struggle to overcome certain internal obstacles had simply lasted twenty-four hours longer. And at the end of several days, my plans not having matured, I had no longer the same hope that they would be realized at once, and hence no longer the heart to subordinate everything else to their realization: I began once again to keep late hours...”

“(...) e nunca me disseram o nome daquele oceano esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas punha-me a olhar a risca do mar ao fundo da rua assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar se espantasse com a minha solidão. (anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.) um dia houve que nunca mais avistei cidades crepusculares e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta inclino-me de novo para o pano deste século recomeço a bordar ou a dormir tanto faz sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade”

“Talvez não seja tarde ainda para começarmos a regressar um ao outro. (...) Os espelhos ainda nos devolvem a candura do que somos, mas também anunciam a cinza que sepultara os corpos, algures, num esquecimento e numa dor obscura de nós próprios. Temos de aprender a subjugar o destino à nossa vontade. Ainda é possível mergulhar nos espelhos e roubar-lhes os vestígios felizes de nossos rostos. Ainda é possível apagar as dolorosas manchas da memória e recuperarmos o rosto da alegria que nos pertenceu. É esse o nosso rosto, mesmo que seja morto. (...) Regressa e oferece-te à preguiça triste de quem continua aqui, vivo, sorvendo a espiral da sua própria ausência. Regressa, peço-te, mesmo antes de partires.”

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo; repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”