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Quote by Bram Stoker

Work

Bram Stoker's Dracula

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Author

Bram Stoker
Bram Stoker

Bram Stoker, born on November 8, 1847 in Ireland, was a renowned novelist in the late 19th and early 20th centuries. He is best known for his gothic novel 'Dracula,' published in 1897. more

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“A while ago?” Anaxantis asked. “Yes, he raped me a while ago. Exactly nine months and two days ago. What's that? Nine months or nine minutes. It's the same. And it is in the past, you say? Then why is it still happening, every day, every time I close my eyes? Every time I hear someone behind me, and I don't know who it is? How is it that I get an almost irresistible urge to kill anyone who happens to touch me unexpectedly? Tell me, Hemarchidas, how do I forgive, let alone forget, something that is still happening, that keeps happening over and over? How? How do I do that?”

“Não admitia que os conflitos com a esposa tivessem origem no ar rarefeito da casa, atribuindo-os à natureza mesma do casamento: uma invenção absurda que só podia existir pela graça infinita de Deus. Ia contra toda razão científica que duas pessoas apenas conhecidas, sen parentesco nenhum entre si, com caracteres diferentes, com culturas diferentes, e até com sexos diferentes, se vissem comprometidas de repente a viver juntas, a dormir na mesma cama, a compartilhar dois destinos que talvez estivessem determinados em sentidos diferentes. Dizia: "O problema do casamento é que se acaba todas as noites depois de se fazer o amor, e é preciso tornar a reconstruí-lo todas as manhãs antes do café.”

“Quatro anos e meio vivi com essa mulher. Mas vivi de me trancar com ela, de café na cama, de telefone fora do gancho, de não dar as caras na rua. Um sorvete na esquina, no máximo uma sessão da tarde, umas compras para o jantar, e casa. Entrei nuns empregos que ela me arrumou, na segunda semana eu caía doente, e casa. No último ano foi ela quem começou a trabalhar fora. Argumentei que ela tinha diploma universitário, que podia aguardar melhores oportunidades, e disse “não vai se adaptar”. Mas se adaptou, levava jeito, tomou gosto, virou gerente de vendas e nunca pegou nem um resfriado. Eu esperava por ela em casa. Habituei-me sem ela em casa, andava nu, cantava. Mudava a arrumação da sala, planejava empapelar as paredes. Já gostava mais da casa sem minha mulher. Sozinho em casa eu tinha mais espaço para pensar na minha mulher, e era nela fora de casa que eu mais pensava. Às vezes ela chegava tarde da noite e ia ao banheiro, e bulia na cozinha, e ligava a televisão sem necessidade, e isso me dava um tipo de ciúme da casa. Preferia não ver, e amiúde fingia estar dormindo. De manhã, deixava-a acordar sozinha, abrir e fechar gavetas, ligar o chuveiro, bater vitamina e sair para o trabalho. Só então começava a minha jornada, que era andar de um lado para o outro da casa, lembrando-me da minha mulher e consertando as coisas. Um dia ela propôs a separação. Eu entendi e disse que ia continuar pensando nela do mesmo jeito, a vida inteira. Já deixar a casa foi mais difícil. Eu não saberia como me lembrar da casa. Era dentro da casa que eu gostava da casa, sem pensar.”

“A moça ficou noiva do primo — foi há tanto tempo. Casamento, depois de festa de igreja, era a maior festa, na cidade casmurra, de ferro e tédio. O noivo seguia para a casa da noiva, à frente de um cortejo. Cavalheiros e damas aos pares, de braço dado, em fila, subindo e descendo, descendo e subindo ruas ladeirentas. Meninos na retaguarda, é claro, naquele tempo criança não tinha vez. Solenidade de procissão, sem padre e cantoria. Janelas ficavam mais abertas para espiar. Só uma casa se mantinha rigorosamente alheia, como vazia. É que morava lá a antiga namorada do noivo – o gênio dos dois não combinava, tinham chegado a compromisso, logo desfeito. Murmurava-se que à passagem do cortejo em frente àquela casa, o noivo seria agravado. Não houve nada: silêncio, portas e janelas cerradas, apenas. E o cortejo seguia brilhante, levando o noivo filho de “coronel” fazendeiro, gente de muita circunstância, rumo à casa do doutor juiz, gente de igual altura. A casa era “o sobrado”, assim a chamavam por sua imponência de massa e requinte: escadaria de pedra em dois lanços, amplo frontispício abrindo em sacadas, sob a cimalha a estatueta de louça-da-china – espetáculo.”

“Enquanto voltava para o quarto, ocorreu a Nnu Ego que ela uma prisioneira: aprisionada pelo amor por seus filhos, aprisionada pelo papel de esposa mais velha. Dela, não se esperava nem que pedisse mais dinheiro para a família, essa atitude seria considerada inferior ao padrão esperado de uma mulher em sua posição. Não era justa, ela achava, o modo como os espertos dos homens usavam o sentido de responsabilidade de uma mulher para escravisá-la na prática.”