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Quote by Zygmunt Bauman

“E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “experiência amorosa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforço. Sem humildade e coragem não há amor. Essas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas, quando se ingressa numa terra inexplorada e não-mapeada. E é a esse território que o amor conduz ao se instalar entre dois ou mais seres humanos.”

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Zygmunt Bauman
Zygmunt Bauman

Zygmunt Bauman (1925-2017) was a Polish-British sociologist and philosopher, widely regarded as one of the most influential social thinkers of the 20th century. He taught sociology at the University of Leeds and was known for his concept of "liquid modernity," which describes the shift from solid, stable social structures to fluid, uncertain conditions. His major works include "Modernity and the Holocaust," "Liquid Modernity," and "Liquid Love." Bauman's analysis of consumer capitalism, social inequality, and the relationship between modernity and genocide has profoundly shaped contemporary sociological thought. more

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“Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor. “A satisfação no amor individual não pode ser atingida sem a humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras”, afirma Erich Fromm – apenas para acrescentar adiante, com tristeza, que em “uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar será sempre, necessariamente, uma rara conquista”.”

“Era deste jaez (feliz palavra árabe, cada vez menos usada e cujo significado vem em todos os dicionários e bela expressão tão rafada em tempo de letras mais bojudas, que qualquer escritor, com uma única excepção, hesitaria em usá-la), era deste jaez, dizia (fórmula de repetição também recuperada do arsenal literário e que se destina a evitar que a atenção do leitor se distraia e comece a pensar noutras coisas, nanja no essencial), dizia (embora antes seja meu dever chamar a atenção para este magnífico "nanja", que não é de origem japonesa, mas sim de etimologia facilmente descortinável) e tendo-me eu esquecido da continuação da frase vou retomá-la, desde o início com vossa licença.”

“Agora, Cato preferira regressar às casernas depois da instrução. Era imprescindível fazer amigos quanto antes, pensou. Mas como? E quem? Os outros tinham constituído pequenos grupos durante a viagem desde Avêntico, enquanto ele passara o tempo a ler o maldito Virgílio, recordou com súbita fúria. Dava tudo para voltar a iniciar aquela viagem, sabendo o que sabia agora.”