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Quote by Evaldo Vieira

“A desobediência civil não aceita passivamente o ato injusto, pois jamais coopera com ele. O seguidor da desobediência civil acredita que a violência dá origem a muito mais problemas do que de fato ela vem resolver. Basta parar e olhar: se o salário da maioria da população se mantém abaixo do preço das mercadorias, eis aí uma situação de violência. Como a mentira, a violência precisa de outra violência, para conservar a situação que criou. Daí, se reprimem os movimentos pelos aumentos de salários, se proíbem as liberdades de reunião e de expressão de ideias, se censura tudo o que diz respeito à aplicação da violência, se acaba em geral partindo para a agressão física dos homens. O ato violentador caminha em direção a outros atos violentadores.”

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O que é desobediência civil

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Author

Evaldo Vieira

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“O Estado só tem buscado o exercício do monopólio da violência, que tenta justificar-se por meio de inúmeros motivos. Haja motivos: o Estado diz que é simples cumpridor da lei; diz que se preocupa com a segurança dos cidadãos; diz que pretende acabar com a pobreza; diz que garante a ordem social; diz que substitui a ignorância do povo; diz que elevará o país à situação de grande riqueza e de abundância para todos; diz que a ditadura conduzirá à igualdade entre os homens etc. etc. Enquanto isto acontece, o Estado se arma com todo tipo de instrumento mortífero, cada vez mais visando aumentar a violência contra seus opositores.”

“A resistência não violenta funciona abertamente, à luz do sol, para quem quiser ver e ouvir. Então, à vista de todos, busca vencer as mais difíceis barreiras, fixadas como dificuldades destinadas a tirar o ânimo desta resistência. A maneira de organizar uma infinidade de pessoas, a fim de agir não violentamente, em busca de seus direitos esmagados pelo poder, apenas pode ocorrer claramente. Caso não fosse por outra razão, porque estas inúmeras pessoas não têm experiência para ocultar alguma coisa, sobretudo porque durante séculos passaram pelo domínio exercido por uma tirania individual ou grupal.”

“A razão de por que sua ideia de Nova York pode ser mais ou menos verdadeira do que a minha é que Nova York é um lugar real, que existe independente do que qualquer um de nós pense. Se ao pronunciar "Nova York" cada um de nós quisesse dizer meramente "a cidade que estou imaginando na minha mente", como é que se poderia supor que algum de nós tivesse ideias mais verdadeiras do que o outro? No fim das contas, não seria questão de verdadeiro ou falso.”

“O príncipe fala de acordo com o que lhe ensinaram. [...] Os monarcas de sua raça têm pavor do mar, porque não podem esquecer que, em todas as histórias, Aslam veio de além-mar. Não se aproximam dele, nem querem que ninguém se aproxime. Por isso deixam crescer as florestas que os separam da costa. E porque brigam com as árvores têm medo dos bosques. E, porque têm medo dos bosques, acham que estes são povoados de fantasmas. E são os próprios reis que, odiando o mar, acreditam em parte nessas histórias e levam os outros a acreditar. Sentem -se mais seguros sabendo que ninguém em Nárnia ousa aproximar-se da costa e olhar o mar... olhar para o país de Aslam, para o nascente....”

“Mestre. Say the word without hissing the conurbated villain, and pitying its citizens. As quickly as they can, two million tourists pass through, or by, Mestre each year, and each one will be struck by the same thought as they wonder at the aesthetic opposition that it represents. Mestre is an ugly town but ugly only in the same way that Michael Jackson might be desccribed as eccentric or a Tabasco Vindaloo flambéed in rocket fuel might be described as warm. Mestre is almost excremental in its hideousness: a fetid, fly-blown, festering, industrial urbanization, scarred with varicose motorways, flyovers, rusting railway sidings and the rubbish of a billion holidaymakers gradually burning, spewing thick black clouds into the Mediterranean sky. A town with apparently no centre, a utilitarian ever-expandable wasteland adapted to house the displaced poor, the shorebound, outpriced, domicile-deprived exiles from its neighbouring city. For, just beyond the condom- and polystyrene-washed, black-stained, mud shores of Marghera, Mestre's very own oil refinery, less than a mile away across the waters of the lagoon in full sight of its own dispossessed citizens, is the Jewel of Adriatic. Close enough for all to feel the magnetism, there stands the most beautiful icon of Renaissance glory and, like so much that can attract tourism, a place too lovely to be left in the hands of its natives, the Serenissima itself, Venice.”