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The Origin of the Family, Private Property and the State

Book by Friedrich Engels · 3 quotes · Estado, Aim, Civilization

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The Origin of the Family, Private Property and the State Quotes

“De início, para os cidadãos, esse poder público consistia somente na polícia, que é tão antiga quanto o Estado, razão pela qual os ingênuos franceses do século XVIII não falavam de nações civilizadas, mas de nações policiadas (nations policées ). Portanto, simultaneamente ao Estado, os atenienses instituíram uma polícia, uma verdadeira gendarmaria formada por arqueiros a pé e a cavalo – Landjäger [guarda rural], como se diz no sul da Alemanha e na Suíça. No entanto, essa gendarmaria era formada por escravos . O ateniense livre considerava o serviço de algoz tão aviltante que preferia ser detido por um escravo armado a prestar-se pessoalmente a um ato tão infame. Essa ainda era a velha mentalidade gentílica. O Estado não podia existir sem a polícia, mas ainda era jovem e não tinha respeito moral suficiente para tornar honroso um ofício que, para os antigos membros da gens , parecia necessariamente infame.”

“Dado que o Estado surgiu da necessidade de manter os antagonismos de classe sob controle, mas dado que surgiu, ao mesmo tempo, em meio ao conflito dessas classes, ele é, via de regra, Estado da classe mais poderosa, economicamente dominante, que se torna também, por intermédio dele, a classe politicamente dominante e assim adquire novos meios para subjugar e espoliar a classe oprimida. Assim, o Estado antigo foi sobretudo o Estado dos donos de escravos para manter os escravos sob controle, como o Estado feudal foi o órgão da nobreza para manter sob controle os camponeses servis e o Estado representativo moderno é o instrumento de espoliação do trabalho assalariado pelo capital.”

“O Estado, portanto, não existe desde a eternidade. Houve sociedades que passaram muito bem sem ele, que não tinham noção alguma de Estado e poder estatal. Em determinado estágio do desenvolvimento econômico, necessariamente ligado à cisão da sociedade em classes, essa mesma cisão fez do Estado uma necessidade. Hoje estamos nos aproximando a passos largos de um estágio do desenvolvimento da produção em que a existência dessas classes não só deixou de ser uma necessidade como já se tornou um estorvo concreto à produção. Elas cairão tão inevitavelmente quanto surgiram. Com elas, cairá inevitavelmente o Estado. A sociedade que organizará a produção de uma forma nova, com base na associação livre e igualitária dos produtores, mandará a máquina estatal para o lugar que lhe é devido: o museu das antiguidades, ao lado da roda de fiar e do machado de bronze.”