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The Origin of the Family, Private Property and the State

Book by Friedrich Engels · 6 quotes · Estado, Aim, Civilization

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The Origin of the Family, Private Property and the State Quotes

“Bare-faced covetousness was the moving spirit of civilization from its first dawn to the present day; wealth, and again wealth, and for the third time wealth; wealth, not of society, but of the puny individual, was its only and final aim.”

“Nesse contexto, além do feminismo (ou, ainda, talvez por causa dele), outro movimento político que merece atenção (ainda que breve) em sua relação histórica e historicamente apagada com o marxismo, e que deve diretamente a Engels boa parte de suas possibilidades de questionamento hoje, é o movimento organizado de grupos que praticam e reivindicam relações não-monogâmicas. Popularmente conhecidos como “poliamor” ou “amor livre” no Brasil, esses grupos apresentam uma enorme variedade de formas de conceber e pensar a Monogamia (enquanto estrutura, em maiúscula) e a não-monogamia (enquanto prática de resistência, em minúscula), algumas declaradamente mais politizadas do que outras. Grupos que se reivindicam “anarquistas relacionais” ou “relações livres”, por exemplo, concebem que se trata, antes, de relações sociais – e não de um sentimento, o amor –, por isso essa crítica é indissociável de uma crítica estrutural anticapitalista anarquista, comunista ou socialista. Pensa-se a reestruturação revolucionária das famílias (ou sua extinção enquanto instituição), do sistema de parentesco, das relações afetivas e sexuais e até mesmo dos esquemas de sentimentos como parte fundamental da reestruturação também revolucionária, econômica e política, de nossa sociedade. Nos moldes do que já havia sido escrito e reivindicado por Aleksandra Kollontai ao descrever o amor-camarada, esses grupos se opõem politicamente, no campo da não-monogamia, àqueles que preferem manter a estrutura intacta e acreditar que se trata apenas de escolhas individuais, feitas com base em sentimentos espontâneos, ainda que com contornos culturais.”

“De início, para os cidadãos, esse poder público consistia somente na polícia, que é tão antiga quanto o Estado, razão pela qual os ingênuos franceses do século XVIII não falavam de nações civilizadas, mas de nações policiadas (nations policées ). Portanto, simultaneamente ao Estado, os atenienses instituíram uma polícia, uma verdadeira gendarmaria formada por arqueiros a pé e a cavalo – Landjäger [guarda rural], como se diz no sul da Alemanha e na Suíça. No entanto, essa gendarmaria era formada por escravos . O ateniense livre considerava o serviço de algoz tão aviltante que preferia ser detido por um escravo armado a prestar-se pessoalmente a um ato tão infame. Essa ainda era a velha mentalidade gentílica. O Estado não podia existir sem a polícia, mas ainda era jovem e não tinha respeito moral suficiente para tornar honroso um ofício que, para os antigos membros da gens , parecia necessariamente infame.”

“Dado que o Estado surgiu da necessidade de manter os antagonismos de classe sob controle, mas dado que surgiu, ao mesmo tempo, em meio ao conflito dessas classes, ele é, via de regra, Estado da classe mais poderosa, economicamente dominante, que se torna também, por intermédio dele, a classe politicamente dominante e assim adquire novos meios para subjugar e espoliar a classe oprimida. Assim, o Estado antigo foi sobretudo o Estado dos donos de escravos para manter os escravos sob controle, como o Estado feudal foi o órgão da nobreza para manter sob controle os camponeses servis e o Estado representativo moderno é o instrumento de espoliação do trabalho assalariado pelo capital.”

“O Estado, portanto, não existe desde a eternidade. Houve sociedades que passaram muito bem sem ele, que não tinham noção alguma de Estado e poder estatal. Em determinado estágio do desenvolvimento econômico, necessariamente ligado à cisão da sociedade em classes, essa mesma cisão fez do Estado uma necessidade. Hoje estamos nos aproximando a passos largos de um estágio do desenvolvimento da produção em que a existência dessas classes não só deixou de ser uma necessidade como já se tornou um estorvo concreto à produção. Elas cairão tão inevitavelmente quanto surgiram. Com elas, cairá inevitavelmente o Estado. A sociedade que organizará a produção de uma forma nova, com base na associação livre e igualitária dos produtores, mandará a máquina estatal para o lugar que lhe é devido: o museu das antiguidades, ao lado da roda de fiar e do machado de bronze.”

“Parzenie się na czas dłuższy u kręgowców można wytłumaczyć dostatecznie przyczynami fizjologicznymi, np. u ptaków potrzebą niesienia pomocy samiczce w czasie wysiadywania na jajkach. Napotykane wśród ptaków przykłady wiernej monogamii niczego nie dowodzą w odniesieniu do ludzi, albowiem ludzie nie pochodzą od ptaków. A jeśli ścisła monogamia ma być szczytem wszelkiej cnoty, to palma pierwszeństwa należy się tasiemcowi, który w każdym ze swych 50-200 proglotyd lub pierścieni posiada całkowity żeński i męski narząd płciowy i który całe swe życie spędza na parzeniu się z samym sobą w każdym z tych pierścieni.”