“Lacan destaca que é importante fazer a distinção entre a imagem narcísica i(a) e o que se desprende em sua própria constituição, a, já que este último está sempre velado, mascarado atrás do primeiro. Para ele, o melancólico necessita passar através de sua própria imagem para atingir esse objeto que o transcende e para dar-se conta de que sua queixa de ser nada em verdade não se dirige à sua imagem especular, ou seja, não é uma queixa de má aparência, porém de “ser o último dos últimos”. E não apenas de “ser”, mas também de “ter”, na medida em que a auto-acusação implica o ter sido arruinado. Lacan fala, ainda, em suicídio do objeto. Ele aponta que o objeto se constituiu, mas que por alguma razão desapareceu. Em suas auto-acusações, o melancólico está inteiramente no simbólico, assinala ele no seminário A transferência.” LacanMelancoliaDepressão Book:Depressão e melancolia (PAP - Psicanálise) Source: Depressão e melancolia (PAP - Psicanálise)