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Quote by Marcel Proust

“Mas ni desde la óptica de las cosas de menor significado somos los hombres un conjunto materialmente establecido, semejante para todos, y del que cualquiera puede saber, tal como si fuésemos un documento de condiciones o un testamento. Nuestra naturaleza social es una construcción del pensamiento de los otros e incluso esa acción tan sencilla que denominamos " ver a uno que conocemos" es parcialmente de índole intelectual. Completamos el aspecto físico de aquel que tenemos frente a nosotros con la sumad e los conceptos que elaboramos sobre él, la imagen completa que nos formamos de él está compuesta en su mayor proporción por esos conceptos, los que terminan por insuflar en tal medida sus mejillas, por establecer con tal absoluta adhesión el corte de sus narices y por darle tan sutilmente el tono a lo sonoro de su voz, como si esta no fuese otra cosa que un traslúcido envase. En cada ocasión en la que observamos ese semblante y escuchamos dicha voz, aquello que se aprecia son esos conceptos.”

Quote by Marcel Proust

Work

Swann’s Way

Swann’s Way is a seminal work in modernist literature, renowned for its intricate narrative structure and richly detailed portrayal of human emotions and social interactions. The novel follows the protagonist, Charles Swann, as he navigates the complexities of his personal and social life, reflecting on his relationships, memories, and the passage of time. more

Author

Marcel Proust
Marcel Proust

Marcel Proust was a French novelist renowned for his magnum opus, 'In Search of Lost Time'. This novel is considered a classic of 20th-century literature, known for its intricate psychological portrayals and profound exploration of memory. more

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“Algumas coisas são inexplicáveis pra quem está de fora. Existem códigos secretos que só pertencem aos que partilharam a mesma mesa, o mesmo quarto, as mesmas brincadeiras, os mesmos pais. Talvez cumplicidade e camaradagem sejam as palavras certas pra definir esse tipo de amor, que começa com um "não me entrega que eu também não te entrego", e segue vida afora compreendendo os traumas ocultos, as dores disfarçadas, a raiva acumulada, a alegria infantil, a inércia justificada. Mesmo longe, as mãos se reconhecem e se apoiam. Mesmo sem palavras, o entendimento é real. E no fim das contas, é aquele olhar cúmplice ("não me dedura por favor...") que nos levanta e aquece. É aquele olhar que justifica e valida a beleza da vida, do mundo, das pessoas. E, de alguma forma que não sei dizer, traz alívio e paz. Não posso imaginar que aquilo que dividimos há tanto tempo me apazigue como fazem essas lembranças. Nada de mim está mais lá, apenas a memória de velhos pijamas de dormir e a voz suave de mamãe contando histórias pra explicar a vida e justificar o amor.”