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Quote by Sri Prem Baba

“Também comparo esses desafios ou obstáculos a lugares de parada na jornada da alma em evolução. A viagem é longa e muitas vezes nos sentimos cansados. Às vezes precisamos parar para abastecer e nos alimentar, às vezes para cumprir acordos em lugares específicos. Mas toda parada serve para, de alguma maneira, nos recuperarmos e absorvermos aprendizados. As pausas servem para revermos o mapa da vida e nos situarmos na jornada. Nesses momentos, também podemos rever os lugares por onde andamos e os buracos pelos quais passamos, a fim de evitar novas quedas. Mas paramos, principalmente, para resgatar partes nossas que ficaram presas no passado e para absorver determinadas lições. E, dessa forma, vamos nos fortalecendo para seguir rumo ao destino final.”

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Work

Propósito - A Coragem de Ser Quem Somos

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Author

Sri Prem Baba

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“Esses lugares de parada, onde a alma estaciona temporariamente para absorver determinados aprendizados e se libertar da cadeia de reações geradas pelas ações equivocadas do passado, são o que chamamos de karma. Essa palavra sânscrita significa literalmente “ação”, mas se refere a uma lei cósmica – a lei de causa e efeito (ação e reação), que determina que todo efeito tem uma causa: tudo que se manifesta agora em nossas vidas é um produto das nossas ações do passado.”

“(...) Fuja da superficialidade de quem explana uma procura espiritual apenas como felicidade, pois certamente estas pessoas estão nos primeiros degraus. De forma lógica, a felicidade será uma das nossas mais puras recompensas no paraíso eterno, porém quem esconde as cicatrizes não tem bons propósitos com a batalha alheia ou ainda não passou pelos próprios campos sombrios. Esconder as provações é colocar o próximo em um caminho de declínio e delírio quando não amparado da forma correta”.”

“A culpa não morre no coração. Ela desce pela consciência até a verbalização vocal a fim de expandir-se externamente. A Culpa é uma flor maligna e interna que sonha em sentir o ar puro e crescer enquanto nos destroi. Portanto, não seja covarde ao alimenta-lá em seus pensamentos impuros com a luz da maldade e as lágrimas de remorso. Esmague-a com os bons propósitos ou ela te matará com os maus”

“Nós queremos que você seja responsável por dizer e representar, em nosso meio, aquilo em que acreditamos sobre Deus, o reino e o evangelho. Nós cremos que o Espírito Santo está entre nós e dentro de nós. Cremos que o Espírito de Deus continua a pairar sobre o caos do mal do mundo e o nosso pecado, moldando uma nova criação e novas criaturas. Cremos que, por sua vez, Deus não é um espectador divertido e alarmado com os destroços da história do mundo, mas um participante dela. Cremos que tudo, especialmente tudo que parece destroço, é material que Deus está usando para fazer uma vida de louvor. Cremos em tudo isso, mas não o vemos. Vemos, como Ezequiel, esqueletos desmembrados, esbranquiçados sob um impiedoso sol babilônico. Nós vemos muitos ossos que já pertenceram a crianças que riam e dançavam, a adultos que faziam amor e planos, a crentes que levavam suas dúvidas à igreja e ali cantavam seus louvores — e pecavam. Nós não vemos os dançarinos, os amantes ou os cantores — na melhor hipótese, temos apenas fugazes vislumbres deles. O que vemos são ossos. Ossos secos. Vemos pecado e julgamento sobre o pecado. Assim parece. Assim parecia a Ezequiel; assim parece a qualquer pessoa com olhos para ver e cérebro para pensar; e assim parece a nós. “Mas nós cremos em outra coisa. Cremos que esses ossos se juntam formando seres humanos conectados, com tendões e músculos, que falam, cantam, riem, trabalham, creem e bendizem o seu Deus. Cremos que isso aconteceu da maneira como Ezequiel pregou e cremos que ainda acontece. Cremos que isso aconteceu em Israel e acontece na Igreja. Cremos ser parte do acontecimento ao cantarmos nossos louvores, escutarmos com fé a Palavra de Deus, recebermos a nova vida de Cristo nos sacramentos. Cremos que a coisa mais importante que acontece ou pode acontecer é não estarmos mais desmembrados, mas sermos lembrados no corpo ressurreto de Cristo. “Precisamos de ajuda para manter nossas crenças nítidas, precisas e intactas. Não confiamos em nós mesmos — nossas emoções nos seduzem a praticarmos infidelidades. Sabemos que somos lançados em um difícil e perigoso ato de fé e que existem fortes influências desejosas de dissolvê-lo ou destruí-lo. Queremos que você nos ajude: seja nosso pastor, um ministro de palavra e dos sacramentos, no meio da vida deste mundo. Ministre-nos com a Palavra e com os sacramentos em todas as diferentes partes e estágios de nossas vidas — em nosso trabalho e diversão, com nossos filhos e nossos pais, no momento do nascimento e no da morte, em nossas celebrações e tristezas, naqueles dias em que a manhã irrompe sobre nós num banho de luz do sol, e naqueles outros dias em que só garoa. Essa não é a única tarefa na vida de fé, mas é a sua tarefa. Nós encontraremos outro alguém para fazer as outras tarefas importantes e essenciais. Esta é a sua: Palavra e sacramento.”

“A exegese contemplativa não é algo novo. Ela é o tipo de exegese que foi praticada durante a maior parte da vida da igreja. Isso significa que o remédio para a nossa vergonha exegética não é a inovação, mas a recuperação. A recuperação da exegese contemplativa não significa abandonar um único item atual de fato exegético ou visão. Tendo, como temos, a responsabilidade de proclamar e ensinar o texto da Escritura, somos obrigados a saber o máximo possível sobre ele, em todos os aspectos: gramatical, teológico, histórico. O pastor exegeticamente descuidado deveria ser processado, se houvesse uma maneira de fazê-lo, com a mesma diligência e os mesmos fundamentos usados para o cirurgião que utiliza um bisturi contaminado. A exegese contemplativa não ignora ou denigre a exegese técnica — é diligente quanto a ela. Todavia, como Melville dizia aos EUA mais de cem anos atrás, técnica não é cura; informação não é conhecimento. Há algo vivo num corpo, num livro.”