Quotessence
Home / Quotes / Quote by Edimilson de Almeida Pereira

Quote by Edimilson de Almeida Pereira

“não vale a pena ter um bom coração, não vale. de repente alguém arrasta o sapato sobre ele. não vale a pena confiar no piso e na música — tudo é escorregadio se te colocam a culpa. sim, vale a pena, sim. — ter um bom coração é a chave, não é por isso que o velho som ainda quebra na areia? não é por isso que se vive de medo sem medo nenhum?”

Quote by Edimilson de Almeida Pereira

Book:Ruídos

Work

Ruídos

Browse quotes and source details for this work. more

Author

Edimilson de Almeida Pereira

Browse famous quotes and profile details for Edimilson de Almeida Pereira. more

You May Also Like

“A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira, é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último ou primeiro pulsar. A dor de dentes que perpassa esta história deu uma fisgada funda em plena boca nossa. Então eu canto alto agudo uma melodia sincopada e estridente - é a minha própria dor, eu que carrego o mundo e há falta de felicidade. Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas por aí aos montes.”

“O olho é o limite. O mundo caiu do céu vindo parar dentro de meu olho, junto desceram pássaros diurnos e noturnos; nenhum deles me livrou do meu suplício, nem lhe carregou a culpa; não levantaram vôo nunca mais, minhas membranas grudaram em suas patas. Fiquei com a natureza em mim, o olhar de medo, distante das coisas, saturado de ar, esvoaçado e flutuante, ciscos e ciscos, cílios caídos dentro do vulcão, as constelações mortas, as luzes apagadas. Isso me pesa, não porque o universo seja desproporcional ao que posso ver, mas porque me enche de remorsos não poder vê-lo por inteiro. Esforço-me em ver, não posso ver o que deveria, os escombros estão sob a tarja azul que apareceu sobre minha retina, a cada movimento me torno mais incapaz; além de tudo, o cansaço da ação do olhar, acrescido da incompreensão dos caminhos de ver, dá-me muito sono.”