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Quote by Carlos J. Eguren

“—El futuro, el legado, lo que somos, seremos y cómo nos recordarán. Me gustan las historias por su capacidad de hacer que las personas permanezcan. Sacrificas algo de tu vida, lo transformas en arte, y, aunque mueras, pervives para alguien en ese relato. Siempre se puede sobrevivir si se es una historia para alguien. Eres inmortal. Los escritores son un ejemplo de ello. Eso es importante para cada uno de nosotros y lo será, por eso es genial poder recibir a los antiguos alumnos y…”

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Work

Devon Crawford y los guardianes del infinito

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Author

Carlos J. Eguren

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“Mas me chamavam na porta da rua! Batiam nela como se a quisessem derrubar! Não só chamavam: queriam entrar… Para que iriam querer entrar se não para me assassinar? E eu estava sozinha… Deveriam saber… sabiam perfeitamente, por isso tinham vindo… Eram ladrões, vinham saquear a casa, na mais benévola das hipóteses… Estava em minhas mãos impedir isso, mas minhas mãos eram tão fracas… Tremia feito gelatina, detrás da porta… Por que tinham me deixado sozinha? O que era tão importante para que eles tivessem que me abandonar? O pior é que… eram eles… Eram papai e mamãe os que estavam chamando na porta! Os dois monstros tinham assumido a forma de papai e mamãe… Não sei como os enxergava, suponho que pelo buraco da fechadura, que eu alcançava ficando na ponta dos pés… Eu me arrepiava dos pés à cabeça, me congelava… ao vê-los tão idênticos… tinham roubado seu rosto, a roupa, o cabelo... de papai muito pouco, porque era careca, mas os cachos ruivos de mamãe… Eram símiles perfeitos, sem erros… O trabalho que tiveram! Esses seres que não tinham forma, ou que não a revelavam para mim… esses simulacros… suas péssimas intenções… O espanto me gelava o sangue, não podia pensar…”

“Ele pré-aqueceu o forno elétrico por vinte minutos, que passou brincando no quintal com as cadelas. Uma era um pastor-belga; imagine um cão marrom; agora imagine que, num surto de raiva, um grafiteiro tenha-lhe despejado um jato de spray preto em todo o rosto e em todo o peitoral; e ainda continuado o trabalho esguichando um pouco nas costas e nas lombadas quando a tinta já estava acabando; esta era sua cachorra mais nova, linda e estranha, e astuta e alerta. Ele se identificava muito com ela. A outra era uma rottweiler branca e, portanto, cheia dos problemas de saúde que o cruzamento para se gerar um rottweiler dessa cor acaba provocando; seu sistema imunológico era debilitado, e seu comportamento, arredio e carente ao mesmo tempo; um olhar perdido, quase humano, como de uma donzela que carrega uma culpa que se arrasta de gerações e gerações passadas. Você não espera isso de um rottweiler, espera?”