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Quote by Georges Palante

“As mais das vezes, as individualidades superiores são sacrificadas pelas mediocridades da vida social que as rodeiam. Além disso, o homem superior não trabalha para a sociedade, julgada por ele amiúde como pouco interessante, mas para o sobre-humano, ou seja, para o sobre-humano nele, para o seu ideal pessoal de grandeza.”

Quote by Georges Palante

Work

As Antinomias entre o Indivíduo e a Sociedade

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Author

Georges Palante

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“(Cont.. Página 46) O seu rosto negro, bonito, cintilava ali na minha frente. Fiquei boquiaberto, tentando pensar em alguma maneira de responder. Ficamos juntos, enlaçados daquela maneira durante alguns segundos; então o som da fábrica saltou num arranco, e alguma coisa começou a puxá-la para trás, afastando-a de mim. Um cordão em algum lugar que eu não via se havia prendido naquela saia vermelha florida e a puxava para trás. As unhas dela foram arranhando as minhas mãos e, tão logo ela desfez o contato comigo, seu rosto saiu novamente de foco, tornou-se suave e escorregadio como chocolate derretendo-se atrás daquela neblina de algodão que soprava. Ela riu e girou depressa, deixando que eu visse a perna amarela, quando a saia subiu. Lançou-me uma piscadela de olho por sobre o ombro enquanto corria para sua máquina, onde uma pilha de fibra deslizava da mesa para o chão; ela apanhou tudo e saiu correndo sem barulho pela fileira de máquinas para enfiar as fibra num funil de enchimento; depois, desapareceu no meu ângulo de visão virando num canto. (Página 47) "Todos aqueles fusos bobinando e rodando, e lançadeiras saltando por todo lado, e carretéis fustigando o ar com fios, paredes caiadas e máquinas cinza-aço e moças com saias floridas saltitando para a frente e para trás e a coisa toda tecida como uma tela, com linhas brancas corrediças que prendiam a fábrica, mantendo-a unida - aquilo tudo me marcou e de vez em quando alguma coisa na enfermaria o traz de volta à minha mente Sim. Isto é o que sei.. A enfermaria é uma fábrica da Liga. Serve para reparar os enganos cometidos nas vizinhanças, nas escolas e nas igrejas, isso é o que o hospital é. Quando um produto acaba, volta para a sociedade lá fora - todo reparado e bom como se fosse novo, às vezes melhor do que se fosse novo, traz alegria ao coração da Chefona; algo que entrou deformado, todo diferente, agora é um componente em funcionamento e bem-ajustado, um crédito para todo esquema e uma maravilha para ser observado. Observe-o se esgueirando pela terra com um sorriso, encaixando-se em alguma vizinhançazinha, onde estão escavando valas agora mesmo, por toda a rua, para colocar encanamento para a água da cidade. Ele está contente com isso. Ele finalmente está ajustado ao meio-ambiente...”

“Mas quando a gente sobe a um destes vigésimos segundos ou vigésimos quintos andares, e de lá olha para baixo, e cá em baixo avista a luta e labuta de um povo que parece não ter outro ideal que não seja o dólar, nem outra tradição que não seja o dólar, nem outra glória que não seja o dólar - a gente invoca a saudade de tudo quanto nas nossas velhas terras da Europa nos fala à alma sempre propensa a acarinhar lendas e histórias de heróis e de aventureiros, e aí encontra, então, sobre o cocuruto de uma destas casas de vinte andares, uma consoladora, inexplicável poesia...”

“As pessoas creem perseguir as estrelas e acabam como peixes-vermelhos num aquário. Fico pensando se não seria mais simples ensinar desde o início ás crianças que a vida é absurda. Isso privaria a infância de alguns bons momentos, mas faria o adulto ganhar um tempo considerável - sem falar que, pelo menos, seríamos poupados de um traumatismo, o do aquário.”