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Quote by Afonso Cruz

“— Ruga atrás de ruga, uma guerra leva muitos anos a construir, não é só bombardear coisas e vê-las ruir. É preciso alimentar o ódio, cultivá-lo, isso tudo. É como com as plantas, regá-las, amá-las, falar com elas. Esperar que cresçam, que dêem fruto, que sejam belas. A guerra é igual, é um vaso com uma flor. A beleza de tudo está no ódio a florir.”

Quote by Afonso Cruz

Book:Flores

Work

Flores

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Author

Afonso Cruz

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“L'indifferenza è la peggiore delle malattie: peggio della peste e peggio dei nazisti. La peste si può debellare, i nazisti, che sono mortali, finiranno per crepare tutti quanti. Ma l'indifferenza non la puoi combattere, se non a prezzo di enormi sacrifici. L'indifferenza è la ragione stessa per cui non potremo mai dormire sonni tranquilli: perché un giorno perderemo tutto, e non perché siamo deboli e siamo stati schiacciati da qualcuno più forte di noi, ma perché ci siamo mostrati vigliacchi e non abbiamo fatto niente per impedirlo.”

“A Manuela dissonava ao abraçar os antagonismos longe da frente. Enamorava-se sem estorvos por um E Tudo o Vento Levou, com as senhoras apresadas nos estilhaços das escaramuças dos homens. Abalava-se com um Casablanca, em que a subordinação face a outro povo traz um fantasma nostálgico que lamuria o hino da França. Cantarolava, de olhos gotejados, todo o Música No Coração, onde a perfídia nazi desalojava o núcleo central do filme. Tudo isto açucaradamente envolto em histórias de amor intemporais (simplórias), traziam-lhe distensões aos lábios, aparições de dentes alvos, clap clap, prantos de comoção. Para a Manuela a guerra não era mestiere de tecnologia, estratégia, tanques, carnificina, estropiados, tripas e sangue. Para a Manuela, também a guerra era um assunto de mulheres – cartas, lágrimas, saudade. A guerra era o reflexo no semblante da enfermeira, sombrio, inconfessado, a nuvem nos seus olhos, as vigílias de cotovelos no parapeito a aguardar o regresso do soldado. Às vezes a tua mãe resultava-me bastante obtusa. Então fi-la implodir e, como consequência, quase me vi sem ela. Não me tinha dado conta de que a sua força fosse tão marcescível.”

“En época de paz la gente, para hacer conversación, hablan del tiempo. Que es algo, como decía Mark Twain, sobre lo que todo el mundo habla y nadie dice nada: «Que calor hace»; «que frío hace»; «parece que va a llover»; «parece que no va a llover». Y en tiempo de guerra hablan de la guerra: «Esto no dura un mes»; «esto va a durar tres años más»; «la victoria de los aliados es inevitable»; «la derrota de los aliados es inevitable». Todos hablan y nadie hace nada. Como de la lluvia o el calor.”

“MIRANDA: Yo no quiero que la sangre tiña la tierra. Es execrable y falso hacer el mal para proclamar el bien. Yo he visto llorar los inocentes en las prisiones. Los he visto subir temblando la horrible escalera de la guillotina. Han encontrado el mal, en la busca del bien; la guerra, en la busca de la paz; el terror y la muerte, en la busca de la felicidad. Yo lo he visto una vez, y no lo quiero ver de nuevo. No quiero nada, al precio de la guerra y el mal. No quiero ver teñida de sangre la tierra de América. Yo quiero paz para todos y bien para todos.”