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Quote by João Tordo

“O louco não é o homem que perdeu o juízo, mas sim o homem cujo juízo suplantou tudo o resto. O louco é aquele que vê causas em tudo, e essas causas remontam a outras causas, e a outras ainda mais distantes, e cada uma dessas causas suscita uma dúvida ou ramifica-se imparavelmente. O Diabo continua a rir-se. O outro caminho que podemos seguir é aquele que silencia e que aquieta os demónios. Não foi por acaso que Bosch ou Bruegel ou Goya pintaram o Inferno como uma amálgama de corpos lancinados e pungidos, de bocas abertas, gritando, implorando e rugindo. São as vozes dentro da nossa cabeça, aquelas que não se calam quando tentamos abarcar o infinito. Não fomos feitos para saber tanto, nem tão pouco. Fomos feitos para aprender a silenciar essas vozes que nos enlouquecem. No fundo, nem precisamos de Deus. Precisamos de alívio. Deus, Alívio. Pouco importa o que lhe chamam.”

Quote by João Tordo

Work

O Luto de Elias Gro

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Author

João Tordo

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“A Verdade! Aquela que nós procuramos durante toda a nossa vida, sem conseguirmos perceber que está aqui dentro…aqui, pai….aqui, para onde eu aponto, no meu peito, numa junção genética de histórias, nos tons violetas e dourados de um céu que não esconde nada mais do que a sua beleza. Enquanto a Deusa me acena, vejo a metade exata de cada um de nós, aquela que nós vamos procurar incansavelmente durante todos os anos da nossa vida, sem nos deixar perceber que o sonho é uma loucura.”

“A luz dourada - agora quase uma luz crepuscular - ofuscou-a e ela tornou a fechar os olhos, reparando que ocorriam fluxos e refluxos, vermelhos e pretos, à medida que o coração bombeava sangue em suas pálpebras cerradas. Decorridos alguns instantes, notou que os mesmos padrões dardejantes se repetiam indefinidamente. Era quase o mesmo que observar protozoários ao microscópio, protozoários numa lâmina tinta de vermelho. Achou esse padrão que se repetia tanto curioso quanto calmante. Supunha que não era preciso ser gênio, para compreender a atração que essas formas repetitivas exerciam em determinadas circunstâncias. Quando todos os padrões e rotinas normais da vida desmoronaram - e com chocante subitaneidade - era preciso encontrar alguma coisa a que se agarrar, alguma coisa normal e previsível. Se o espiralamento regular do sangue nas camadas finas da pele, que protegiam os olhos dos últimos raios de sol de um dia de outubro, era a única opção que havia, então a pessoa a aceitava e dizia muitíssimo obrigada. Porque se não conseguisse encontrar alguma coisa a que se agarrar, alguma coisa que fizesse algum sentido, os elementos desconhecidos da nova ordem mundial poderiam levá-la à loucura.”

“Sometimes it's exhausting for me to simply walk into the house. I try and calm myself, remember that I've lived alone before. Sleeping by myself didn't kill me then and will not kill me now. But this what loss has taught me of love. Our house isn't simply empty, our home has been emptied. Love makes a place in your life, it makes a place for itself in your bed. Invisibly, it makes a place in your body, rerouting all your blood vessels, throbbing right alongside your heart. When it's gone, nothing is whole again.”

“Como podes saber que és incapaz de amar se nunca amaste? como podes saber que te apetece estrangular os demónios com a tua loucura se nunca foste são? Então para ser louco é preciso ter sido são? Claro, só assim podes gozar a tua loucura. Mas ser louco é não saber nada disso. Pelo contrário, é saber tudo. Só se escolhe a loucura quando se sabe que não vale a pena ser são.”