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Quote by Radmila Zygouris

“A angústia nasce do medo de perder o objeto amado ou de sua espera devastadora, a vergonha é uma decadência social, ainda que o “social” seja reduzido à sua mais simples expressão: um olhar que julga! Esse olhar pode ser o da própria mãe desde os tempos primordiais de um aparente idílio, mas que não lhe pertence: esse olhar que julga já é a instância à qual a mãe se submeteu e que a criança percebe como estrangeira ao território de ambas.”

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Radmila Zygouris

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“—El futuro, el legado, lo que somos, seremos y cómo nos recordarán. Me gustan las historias por su capacidad de hacer que las personas permanezcan. Sacrificas algo de tu vida, lo transformas en arte, y, aunque mueras, pervives para alguien en ese relato. Siempre se puede sobrevivir si se es una historia para alguien. Eres inmortal. Los escritores son un ejemplo de ello. Eso es importante para cada uno de nosotros y lo será, por eso es genial poder recibir a los antiguos alumnos y…”

“Mas me chamavam na porta da rua! Batiam nela como se a quisessem derrubar! Não só chamavam: queriam entrar… Para que iriam querer entrar se não para me assassinar? E eu estava sozinha… Deveriam saber… sabiam perfeitamente, por isso tinham vindo… Eram ladrões, vinham saquear a casa, na mais benévola das hipóteses… Estava em minhas mãos impedir isso, mas minhas mãos eram tão fracas… Tremia feito gelatina, detrás da porta… Por que tinham me deixado sozinha? O que era tão importante para que eles tivessem que me abandonar? O pior é que… eram eles… Eram papai e mamãe os que estavam chamando na porta! Os dois monstros tinham assumido a forma de papai e mamãe… Não sei como os enxergava, suponho que pelo buraco da fechadura, que eu alcançava ficando na ponta dos pés… Eu me arrepiava dos pés à cabeça, me congelava… ao vê-los tão idênticos… tinham roubado seu rosto, a roupa, o cabelo... de papai muito pouco, porque era careca, mas os cachos ruivos de mamãe… Eram símiles perfeitos, sem erros… O trabalho que tiveram! Esses seres que não tinham forma, ou que não a revelavam para mim… esses simulacros… suas péssimas intenções… O espanto me gelava o sangue, não podia pensar…”