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Quote by Alejandro Dolina

“Puede afirmarse, sin caer en el infundio, que esta ilustre manga de atorrantes jamás consiguió entender el sentido de los Carnavales. Manuel Mandeb pensaba que las gentes se ponían contentas en virtud de algún suceso que todos conocían, menos él. Sus amigos padecían un desconcierto de la misma clase.”

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Work

Crónicas del Ángel Gris

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Author

Alejandro Dolina

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“Religion deals with both earth and heaven, both time and eternity. Religion operates not only on the vertical plane but also on the horizontal. It seeks not only to integrate men with God but to integrate men with men and each man with himself. This means, at bottom, that the Christian gospel is a two-way road. On the one hand it seeks to change the souls of men, and thereby unite them with God; on the other hand it seeks to change the environmental conditions of men so that the soul will have a chance after it is changed. Any religion that professes to be concerned with the souls of men and is not concerned with the slums that damn them, the economic conditions that strangle them, and the social conditions that cripple them is a dry-as-dust religion.”

“Spoedig liet men de foute hypothese varen van een carnavalsvierder die het langer dan gewoonlijk had gemaakt. Carnaval was dit jaar namelijk bijzonder vroeg gevallen, vooraan in februari. Dat sommigen geen eind aan het feest wilden zien, gebeurde meer. Een vrolijke ziel die het een maand op zijn eentje had voortgezet, bleek nochtans onwaarschijnlijk. In geen enkele herberg was trouwens zo’n eenzame vierder gesignaleerd. Om het natuurlijk niet eens over zijn onmogelijk paarsblauwe pak met gifgele versieringen en metalen opstiksels te hebben dat direct in het oog zou vallen als hij zo gekleed door de stad zwierf.”

“1914. A grande ambição carnavalesca era usar lança-perfume. Havia tubos para crianças, finos como dedos. Bisnagava-se até cachorro! Na terça-feira gorda, o chão da Avenida tinha um palmo de confetes, os préstitos eram o delírio do ouropel — clarins, marchas triunfais, fogos-de-bengala, caracolantes ginetes abrindo os cortejos — gato, baeta, carapicu! — bamboleantes sóis, planetas, constelações, Vulcano, Júpiter, Netuno, mitológicos deuses paralisados em gestos de sarrafo e papelão, giratórias esferas rutilantes que se abriam em gomos para desvendar, por instantes deslumbrados, deidades semi-nuas, atirando beijos, para a multidão comprimida, com a ponta dos dedos inatingíveis. Saímos de tardinha, providos de farnel — sanduíches, pastéis, coxinhas de galinha — levávamos horas no bonde se arrastando aos arrancos, íamos postar-nos numa esquina propícia, sobre caixotes, para esperar o desfile de proverbial atraso. Mas se a chama foliona se extinguia na cidade, entre missas, sinos e beatas, na manhã de quarta-feira, prolongava-se em nossa casa por muitos dias além com restos de serpentinas pendentes dos gradis, saldos de confetes tapizando sala de jantar, trono, capitel, concha ou nenúfar, donde Madalena reclinada, soberana, envolta em rotos filós de antigos cortinados, com as faces tingidas por carmim, os cabelos coroados por um desperdício de fitas, atirava em gestos longos cachoeiras de beijos para uma suposta multitude de súditos e adoradores. E a mim, dormido ou acordado, me perseguia incessante, priapística, a luxuriosa visão daquelas deidades apoteóticas, floração de um horto inacessível, habitantes olímpicas, deusas! deusas! pois como poder entrosá-las na fauna feminil que eu conhecia, mesmo a esterlina mulher de doutor Vítor, que era estrangeira e fumava?”