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Quote by Hubert Lampo

“Spoedig liet men de foute hypothese varen van een carnavalsvierder die het langer dan gewoonlijk had gemaakt. Carnaval was dit jaar namelijk bijzonder vroeg gevallen, vooraan in februari. Dat sommigen geen eind aan het feest wilden zien, gebeurde meer. Een vrolijke ziel die het een maand op zijn eentje had voortgezet, bleek nochtans onwaarschijnlijk. In geen enkele herberg was trouwens zo’n eenzame vierder gesignaleerd. Om het natuurlijk niet eens over zijn onmogelijk paarsblauwe pak met gifgele versieringen en metalen opstiksels te hebben dat direct in het oog zou vallen als hij zo gekleed door de stad zwierf.”

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Work

De verdwaalde carnavalsvierder

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Author

Hubert Lampo

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“1914. A grande ambição carnavalesca era usar lança-perfume. Havia tubos para crianças, finos como dedos. Bisnagava-se até cachorro! Na terça-feira gorda, o chão da Avenida tinha um palmo de confetes, os préstitos eram o delírio do ouropel — clarins, marchas triunfais, fogos-de-bengala, caracolantes ginetes abrindo os cortejos — gato, baeta, carapicu! — bamboleantes sóis, planetas, constelações, Vulcano, Júpiter, Netuno, mitológicos deuses paralisados em gestos de sarrafo e papelão, giratórias esferas rutilantes que se abriam em gomos para desvendar, por instantes deslumbrados, deidades semi-nuas, atirando beijos, para a multidão comprimida, com a ponta dos dedos inatingíveis. Saímos de tardinha, providos de farnel — sanduíches, pastéis, coxinhas de galinha — levávamos horas no bonde se arrastando aos arrancos, íamos postar-nos numa esquina propícia, sobre caixotes, para esperar o desfile de proverbial atraso. Mas se a chama foliona se extinguia na cidade, entre missas, sinos e beatas, na manhã de quarta-feira, prolongava-se em nossa casa por muitos dias além com restos de serpentinas pendentes dos gradis, saldos de confetes tapizando sala de jantar, trono, capitel, concha ou nenúfar, donde Madalena reclinada, soberana, envolta em rotos filós de antigos cortinados, com as faces tingidas por carmim, os cabelos coroados por um desperdício de fitas, atirava em gestos longos cachoeiras de beijos para uma suposta multitude de súditos e adoradores. E a mim, dormido ou acordado, me perseguia incessante, priapística, a luxuriosa visão daquelas deidades apoteóticas, floração de um horto inacessível, habitantes olímpicas, deusas! deusas! pois como poder entrosá-las na fauna feminil que eu conhecia, mesmo a esterlina mulher de doutor Vítor, que era estrangeira e fumava?”

“21 de fevereiro [1939] Hoje, terça-feira gorda, é o dia dos préstitos das grandes sociedades e, pelos anúncios de página inteira com evoés e versalhada, haverá muita alegoria estadonovista com subvencionados ouropeis, que os míopes poderão tomar como realidades estadonovistas. Que saiam! A estas horas já devem estar na rua, enguiçando nas curvas mais fechadas, com suas fanfarras, com suas encarapitadas deidades seminuas, que Aldina tão doidamente invejava, com seus fogos-de-bengala deixando acessos de tosse na esteira. Aqui permanecerei distante de tanta beleza. Um toque de incubada melancolia acordou comigo, comigo esteve o dia inteiro como uma dormência – refuguei a leitura, refuguei o rádio, a vitrola, a conversa, a visita dos amigos, dormitei quanto pude, entreguei-me sem resistência ao devaneio, algo doce, algo de prisioneiro, pescador à beira do escuro mar com cantos de sereias. Luísa não compreende a súbita névoa, que a convivência é caixa perene de surpresas: — Que é que você tem, filhotinho? — Também não sei, querida. Também não sei. E certamente estaria falando a verdade. Há verdades que se falam.”

“24 de fevereiro [1941] Se o Carnaval vem desaparecendo das ruas,com mais curiosos do que mascarados, e às vezes sem nenhum dos dois, vai crescendo nos salões, onde impera uma certa licenciosidade que tende a aumentar uma certa brutalidade, ou talvez melhor dito, um certo estabanamento, que antes não se registrava nos ambientes fechados – é que o zé-povinho está vindo para eles. Adonis insistiu, saímos para uma voltinha na Cinelândia, peruamos a entrada do Municipal, cujo baile de gala vem dando uma nota de elegância, e Gérson Macário entrava faustosamente fantasiado de odalisca, fomos até o Largo do Carioca, retornamos. Luísa ficara com as crianças na irrevogável ausência de Felicidade. — Já voltaram?! — Deu para cansar. — Muito animado? — Bastante chué. — Aqui não passou nada. É como se não fosse carnaval”

“While the culture of manager and therapist does not speak in the language of traditional moralities, it nonetheless proffers a normative order of life, with character ideals, images of the good life, and methods of attaining it. Yet it is an understanding of life generally hostile to older ideas of moral order. Its center is the autonomous individual, presumed able to choose the roles he wil play and the commitments he will make, not on the basis of higher truths but according to the criterion of life-effectiveness as the individual judges it.”

“Viele fragen sich, ob leben, sterben oder nie leben das größte Leid ist. Aber alle Antworten sind in dem Gefühl selbst enthalten; denn viele leiden, aber nicht jeder lebt. Und derjenige, der nie Schmerz empfunden hat, ist für den Gedanken verloren. Wenn es also eine Wahrheit für alles gibt – dann, dass jeder auf seine Weise leidet. Denn die Wahrheit kann leben oder sterben, aber am Ende leidet sie nur.”