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Quote by Filipe Russo

Work

Caro Jovem Adulto

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Author

Filipe Russo

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“Para mais - e é aqui que bate o ponto -, ninguém tem o menor respeito pelo trabalho de escrita. As pessoas coíbem-se de interromper quando um carpinteiro, de fita em riste e língua apertada entre os lábios, vai tirando as suas medidas. Respeitam o mecânico ou o canalisador que está estirado no chão. Acautelam-se quando o empregado do supermercado começa a contar os iogurtes. Até vão ao ponto de respeitar um advogado quando este maneja carrancudamente os seus túrgidos códigos. Eles estão a trabalhar. Mas quando alguém se encontra sentado a uma mesa a escrever coisas de literatura, toda a gente se sente com o direito à interrupção. Conta-se que a velha criada de Alexandre Herculano, quando um jornalista curioso lhe perguntou o que fazia o mestre desterrado em Vale de Lobos, respondeu: «Não faz nada. Nadinha. Passa os dias a ler e a escrever.» Este preconceito popular de que escrever não é trabalhar encontra-se muito disseminado e chega a contaminar atitudes supostamente mais sofisticadas.”

“The conviction reigns that it is only through the sacrifices and accomplishments of the ancestors that the tribe exists--and that one has to pay them back with sacrifices and accomplishments; one thus recognizes a debt that constantly grows greater, since these forebears never cease, in their continued existence as powerful spirits, to accord the tribe new advantages and new strength.”

“- Mas você não consegue escrever coisas compridas! Isso que faz é uma miséria. - Coisas compridas como? _ Bem, romances, crónicas autênticas, ensaios sólidos. - Não, isso não sou capaz. - Então vocês não é um escritor. - Pois não. Quem se atreveu a chamar-me tal coisa? - aí é que me ia encanzinando. - Não é ofensa, desculpa. Mas uma coisa comprida, por favor, não arranja? - Olhe, o mais comprido que tenho é isto. E já foi difícil. Quando as coisas vão a ficar maiores, deito logo fora. Compreende, não é?”