“Que prazo você acha que deveria ter a sentença desse crime? Um ano? Cinco? Dez?’ Muitos de nós torturamo-nos por nossos erros durante décadas, mesmo depois de termos, genuinamente, tentado nos redimir. O quanto essa sentença é razoável?” (posição 5836)”
Source: Talvez você deva conversar com alguém: Workbook
“O humanismo sartreano não tem nada a ver com nenhum dogmatismo. Cabe a cada um apropriar-se dele e construi-lo através de uma existência zelosa de sua singularidade na afirmação constante da liberdade, para si mesmo e para os outros.”
Source: Ser livre com Sartre
“Quem sou eu? Um dos quatro filhos de um tenente-coronel na reserva, que ficou órfão aos sete anos de idade, tendo sido educado por mulheres e por estranhos e que, sem qualquer preparação mundana ou intelectual, se fez ao mundo por volta dos dezassete anos [...]. Sou feio, grosseiro, sujo e mal-educado, quando veio as coisas como o mundo as vê. Sou irascível, chato, intolerante e tímido como uma criança. Sou um labrego com todas as letras. O que sei aprendi-o sozinho, mal, aos solavancos, de modo descosido; e é bem pouco.
Sou imoderado, indeciso, inconstante, estupidamente vaidoso e expansivo como todos os fracos. Coragem é coisa que não tenho. A minha preguiça é tal que a ociosidade se tornou para mim uma exigência. Sou boa pessoa, entendendo por isso que gosto do bem, fico de mal comigo quando dele me afasto e é com agrado que volto atrás. Todavia, há em mim uma coisa que pode mais que o bem: a glória. Sou tão ambicioso que, a darem-me a escolher entre a glória e a virtude, receio bem que escolhesse a primeira. Modesto é que não sou, sem sombra de dúvida. Por isso me vêem com este ar de cão batido, por fora, mas se querem saber o que é o orgulho, olhem lá para dentro.”
Source: What Is Art?
“Quanto maior o repertório, maior a introspeção.”
Source: O dilema do porco-espinho: como encarar a solidão
“Acho eu que a tal coisa que chamamos 'aprender' de fato não existe. Existe, sim, meu amigo, uma única sabedoria, que se acha em toda parte. É o Átman, que está em mim e em ti e em qualquer criatura. E por isso começo a crer que o pior inimigo dessa sabedoria é a sede de saber, é a aprendizagem.”
“toda vez que você
diz para sua filha
que grita com ela
por amor
você a ensina a confundir
raiva com carinho
o que parece uma boa ideia
até que ela cresce confiando em homens violentos
porque eles são tão parecidos com você
- aos pais que têm filhas”
Source: Outros jeitos de usar a boca - edição de colecionador: #1 NA LISTA DE MAIS VENDIDOS DO THE NEW YORK TIMES Uma celebração única de um dos maiores best-sellers ... (Poesia Urbana)
“O bosque seria muito triste se só cantassem os pássaros que cantam melhor.”
“Os partidos fizeram-se para servir clientelas. A União Nacional, como o seu nome indica, para unir a Nação.”
Source: Salazar: Citações
“Esta [a luta dos crentes em Filipos, sem medo, experimentando o mesmo sofrimento e engajamento de Paulo] é a razão por que unidade é tão importante na congregação e por que reclamar, murmurar e discordar é totalmente inapropriado.” (pp. 73)”
Source: The Trellis and the Vine: The Ministry Mind-Shift that Changes Everything
“Esquécese de todo e o mar chámalle na lembranza, chámalle con forza, duramente, mentres ela bota a melena para atrás, sen se decatar, mecanicamente, porque na praia un rapaz dille estás moi guapa e ela sente como se a enchesen de areas toda por dentro e o rapaz cóllelle a man e bícanse e nadan xuntos e o sol vainos dourando, emborrachando, e ela non di nada porque o rapaz fala, fala, fala e ela non quere saber nada, oír nada, senón soñar, soñar, só soñar e pasar as tardes na illa bailando cos pes metidos na auga e coas caras ben xuntiñas, collidos, electrizados subindo por aquel monte de lume, subindo entre brasas, subindo ata que aquela forza poderosa se desfaga en luciñas de cores e non quede máis que a quente recordanza fumegando, correndo para ver unha película italiana que ela volverá ver despois alá na cidade chuviosa de inverno, contándolle todo á súa amiga, chorando, non de rabia, non de desengano, senón de tristeza ou de noxo, chorando primeiro sen saber ben por que, despois pola chuvia, porque non hai sol, porque non hai mar, porque non ten praia, porque non o ten a el, chorando e contestando a unha carta e outra e outra ata que un día deixa de escribir porque non ten ganas e as lembranzas xa non lle din moito alí no "whisky-club", falando con outros rapaces, bailando, dicindo cal é o teu signo do horóscopo e a min gústanme os rapaces de vintecinco anos e el era un neno de dezasete, qué parva, cómo pasa o tempo, qué parva que é unha ás veces.”
Source: Vento ferido