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Quote by Ricardo Piglia

“Mudanças, novos bairros onde circulo como um estrangeiro, renovando meu interesse pela cidade. Já faz algum tempo, Barracas, os velhos prédios da fábrica – por exemplo, a da Bagley –, tão abundante por aqui, junto com os armazéns próximos do porto velho, que dão nome ao bairro. Também fica perto o parque Lezama, que tem uma atmosfera serena, com alguns velhos bares e restaurantezinhos muito agradáveis. Sempre faço a experiência de ficar sem dinheiro e conhecer a cidade a pé, procurando locais baratos, viajando de ônibus, uma experiência mais direta, mais conflituosa, não mediada pela qualidade mágica do dinheiro que alivia todo desconhecimento da realidade, porque quando tudo pode ser comprado não há enigmas.”

Quote by Ricardo Piglia

Work

Anos de Formação: Os Diários de Emilio Renzi

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Author

Ricardo Piglia
Ricardo Piglia

Ricardo Piglia, an Argentine writer born on November 24, 1941, and passed away on January 6, 2017. He is renowned for his unique narrative style and profound reflections on Argentine history. more

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“Podemos fracassar numa história de amor, na relação com a mãe. Mas quando uma cidade nos repele, quando não conseguimos entrar em seus mecanismos mais profundos e estamos sempre do outro lado do vidro, somos tomados de uma sensação frustrada de mérito, que pode se tornar doença. Estrangeiro é uma palavra belíssima, se ninguém se força a sê-lo; o resto do tempo, é apenas sinônimo de uma mutilação, e um tiro de pistola que nos damos sozinhos.”

“E São Paulo não perdoa, te esfrega na cara o que você não consegue ser, no final da vida vai ficando pior, as evidências mais gritantes: você não chegou lá! não chegou nem perto!, piscam os luminosos da Avenida Paulista. Xavier sentiu o golpe, morreu cedo, não suportou a constatação do fracasso em um ninho vazio, na casa sem filhos, o único lastro que no final das contas foi capaz de criar na vida.”

“Often, we try to drag ourselves forward with harsh discipline and force. We admonish ourselves to do better, be faster, get stronger. But what if, instead, we enticed ourselves toward growth with kindness and curiosity? ... Shame drains energy; it rarely fuels sustainable change. On the other hand, inviting ourselves forward with compassion... creates a different dynamic. We move because we want to, not because we fear”