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Quote by Michèle Petit

“O leitor não é passivo, ele opera um trabalho produtivo, ele reescreve. Altera o sentido, faz o que bem entende, distorce, reemprega, introduz variantes, deixa de lado os usos corretos. Mas ele também é transformado: encontra algo que não esperava e não sabe nunca onde isso poderá levá-lo.”

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Michèle Petit

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“Al mate le debo mi obra. Si Susuki y Okakura Kazuzo hablan del té como una de las estéticas del zen, no veo porqué sería inoportuno escribir un tratado: El mate como disciplina zen del sudamericano. Pero no como una ironía o como un chiste, sino como algo dicho absolutamente en serio. A cuántos habrá salvado el mate en las épocas del hambre infinita. Es cosa de ver cómo ayuda a resistir, a conservar el equilibrio, la esperanza y a que no se pierda el centro. Sirve al solitario, pero también al ideal que es compartir. No hay cosa más linda que tomar mate con la mujer de uno. Maldito sea el que está compartiendo y no comprende. En su defecto que sea con un amigo. El mate es más compañero que el vino, y digo mucho. El vino traiciona como algunos hombres traicionan a sus mujeres. Como algunas mujeres traicionan a los hombres que viven con ellas. Pero el mate brinda y rodea de escudos. Más de uno no se mató porque todavía no se le había terminado la yerba. La bombilla de plata equivale a la flecha puesta en el arco zen. ‘Un mate, una vida'.”

“No entendía por qué, pero sentía que algo lo llamaba al final de esa calle. Iluminada por la luna, tomaba un aspecto similar al de un río de leche que ejercía sobre él un magnetismo que jamás había sentido. Tal vez la imagen con ciertas similitudes a su Lihuel Calel natal, pensaba, pero inmediatamente esa impresión cambiaba para hacerle suponer que ese camino era mucho más que una calle de tierra: sentía que era el camino que debía recorrer para llenar, tapar, los baches de su existencia.”

“Chaparro se prometera que aquela mulher não iria enlouquecê-lo de novo, porque ele estava bem assim, e porque não precisava de uma nova e brutal desilusão, de uma nova insônia, de um novo vazio no estomâgo. Foi por isso que lhe disse “como vai, doutora?, quanto tempo”, embora notasse que ela ficava meio sem graça, porque vinha adiantando a face para dar um beijo nele e se atrapalhava como se atrapalha alguém que vem nos tratar por você e topa com uma parede de quatro metros, sem fissuras, à qual convém responder “bem, e o senhor?, é verdade, quanto tempo”. E por isso, porque a situação o aborreceu, angustiou ou entristeceu — ou lhe produziu todos esses sentimentos —, Chaparro balbuciou a desculpa de que havia deixado um monte de trabalho inacabado sobre sua escrivaninha e saiu disparado. Retirou-se em velocidade suficiente para escapar ao perfume que ela sempre usara, mas não para ficar a salvo de escutar as corriqueiras respostas às corriqueiras perguntas de como vai sua família, Irene, bem, graças a Deus as meninas bem, seu marido, meu marido bem, trabalhando muito e de saúde muito bem; raios partam também a ele, o desgraçado filho de mil putas, com perdão da palavra porque o estúpido não tem culpa de ter se casado com ela mas dá no mesmo, com que direito ela fez isso a ele, que estava tão bem sozinho ou efemeramente acompanhado.”

“Não entra na Secretaria nº 19 para cumprimentar ninguém. Já não é por medo de que percebam o amor que lhe queima as entranhas. É porque pela primeira vez sabe que hoje, sim, sem falta e sem demora, tem que ir bater diretamente na porta do gabinete; escutar a voz dela dizendo-lhe que entre; se plantar como um homem diante da mulher a quem ama; ignorar a pergunta trivial que ouvirá de seus lábios quando ela o receber sorrindo; pagar, ou cobrar, a dívida que tem pendente e que é o único motivo válido que ele encontra para continuar vivendo. Porque Chaparro precisa encarar essa mulher, de uma vez e para sempre, e responder ao segredo dos seus olhos.”

“Creio que a poesia é algo tão íntimo, algo tão essencial, que não pode ser definido sem se diluir. Seria como tentar definir a cor amarela, o amor, a queda das folhas no outono... Eu não sei como podemos definir as coisas essenciais. Penso que a única definição possível seria a de Platão, precisamente porque não é uma definição, senão porque é um fato poético. Ouando ele fala da poesia diz: "Essa coisa leve, alada e sagrada". Isso, eu acredito, pode definir, de certa forma, a poesia, já que não a define de um modo rígido, senão que oferece à imaginação essa imagem de um anjo ou de um pássaro. Conversaciones con Borges, Roberto Alifano, 1984”